‘Gancho’ de professoras vai parar na Justiça

O departamento jurídico da Prefeitura de Laranjeiras do Sul tem dez dias para se manifestar sobre a suspensão de doze professores da rede municipal de ensino. As educadoras que lecionam na Escola Aluísio Maier, ganharam na justiça o direito de continuar lecionando. Elas haviam sido suspensas por três dias a partir de segunda-feira (19) devido faltarem a um dia de trabalho na quinta-feira (15), Dia do Professor.
A juíza de Direito da Comarca de Laranjeiras do Sul, Dra. Marcela Simonard Loureiro, considerou que o ato violou disposições do Estatuto dos Servidores Públicos do Município. O departamento jurídico do município tem 10 dias para se manifestar. Na liminar a juíza só diz que é para suspender a suspensão. Algumas informações não são verdadeiras. Mas vamos aguardar nossa defesa do jurídico, disse o secretário de Educação Nelson Gomes na manhã de ontem.
Em entrevista a uma emissora de rádio o secretário disse que atitudes como esta prejudicam os alunos. Ele explicou que o calendário foi alterado para compensar toda a folga devido ao trabalho de combate a gripe suína. Outro funcionário da prefeitura disse, extraoficialmente, que a manifestação dos professores pode ter tido cunho político.
O documento assinado na segunda-feira (veja no box) cita que a Lei Municipal  03/2004 prevê a possibilidade de ser aplicada a pena de suspensão, mas apenas em casos de falta grave ou de reincidência. Elas enviaram um ofício solicitando a folga e não foi aceito. Ele determinou que elas fossem trabalhar. O que deveria ocorrer era um dia de falta e uma advertência por escrito. Mas o secretário advertiu por escrito e ainda deu três dias de suspensão e desconto no salário, disse a advogada das professoras, Débora Dias.

Calendário escolar
O calendário escolar, que não inclui aula no Dia do Professor, foi alterado com reposições programadas em razão da gripe suína. Na avaliação da diretora da Escola, Rudivane Valiati, o erro foi avisar apenas um dia antes, sem que houvesse tempo para mandar bilhete e avisar os pais, assim como o transporte escolar. Tudo é negociável, só não pode ser mudado de um dia para o outro. Não temos autonomia para agir desta forma, concluiu. A secretaria de Educação enviou professores substitutos para que os alunos não ficassem sem aulas.
Devido a situação imposta, na segunda-feira houve movimentação de pais em frente à escola, solicitando a permanência dos professores titulares em sala de aula.