Homem pagaria R$ 15 mil pela morte de irmãos

Um brutal assassinato chocou a comunidade da linha Pica-Pau e Três Barras do Paraná na sexta-feira (21). As vítimas são o deficiente mental João Maria dos Santos, 55 anos e sua irmã, Tereza dos Santos, 62 anos de idade. Eles estavam caídos na estrebaria da propriedade rural, ambos com um corte na região da garganta, realizado por faca.
Diante dos fatos constatados iniciou-se diligências no sentido de localizar e prender o autor dos fatos. Após algumas abordagens, chegou ao conhecimento do sargento João Carlos Franklin, comandante da Polícia em Três Barras, que um caminhão de coleta de leite teria passado pelo local de madrugada. Já o motorista do caminhão informou que uma pessoa estava na residência do casal no momento da coleta do leite.
O mesmo acompanhou os policiais em diligências nos arredores e no bairro Alto Campo ao avistar o elemento indicou aos policiais que deram voz de prisão a Ronaldo Luiz Cordeiro, sobrinho das vítimas. Encaminhado para a Delegacia, Ronaldo em princípio negou autoria dos fatos, no entanto, posteriormente acabou confessando o duplo homicídio. Ele ainda relatou que Eurico Luiz Cordeiro, Dórico, 66 anos, irmão das vítimas, era o mandante e pagaria a ele R$ 15 mil para cometer o crime.
Motivo do crime
Os motivos do crime tiveram origem em divergências existentes entre Eurico e as vítimas. Eles possuíam terras na mesma área, e Dórico queria vendê-las para comprar outra propriedade em Santa Catarina, na cidade de São Ludgero, onde estão morando os demais familiares. Ante a recusa das vítimas, Dorico contratou seu sobrinho, para o qual pagaria pelas mortes das vítimas (irmãos de Dórico), valor este que seriam pagos depois da venda da terra.
Durante a realização das investigações, se constatou que Dórico já vinha ameaçando a vítima Tereza, que já tinha informado seus familiares por carta, além de comentar com moradores da localidade. A arma do crime que Ronaldo cometeu foi dispensada num campo próximo do sítio das vítimas, e foi encontrada por um morador, suja de sangue. Tendo conhecimento das mortes, ele entregou a arma para as autoridades. Ronaldo confirmou ser a arma do crime, e ainda se constatou que foi subtraído R$ 900 das vítimas, o que caracterizou crime de latrocínio.