Inadimplência preocupa comércio

O índice de inadimplência subiu cerca de 4,5%, em média, entre setembro de
2008 e janeiro de 2009, segundo dados da Associação Comercial e
Empresarial de Laranjeiras do Sul ( Acils). Alguns lugares chega até
30%.
Para Gizélio Linhares, presidente da entidade, esse crescimento se deve
principalmente pelo momento econômico desfavorável, em que muitas pessoas
perderam o emprego e não conseguiram honrar com seus compromissos.
Constatou-se no mesmo período a redução de 6,8% de pessoas que deixam o
registro do SCPC e conseguem ‘limpar o nome’.
Para Gizélio o dado mais preocupante é a redução, de cerca de 12,6%, de
consultas. Isso, segundo ele, pode ser motivado pela queda nas vendas. Ou
que a classe comercial está deixando de realizar a consulta no momento de
efetuar as vendas, acrescentou.
A orientação para as pessoas com débitos pendentes é buscar as empresas
para renegociar as dívidas. O que dizemos é que a pessoa está
inadimplente e não é inadimplente. No momento que ela busca o comerciante
para uma renegociação ela tem a oportunidade de estar limpando seu nome
para continuar efetuando compras e parcelando normalmente, comenta.

Linhares define a consulta ao SCPC, assim como a análise do crédito e a
capacidade de pagamento, como estratégias que os comerciantes devem adotar
para evitar o calote. E aos consumidores cautela em assumir uma nova
dívida, evitando um parcelamento muito longo. Em tempos de recessão uma
dívida longa torna-se muitas vezes impagável, conclui.
Idalino Carlos Cottet, gerente da Marechal Esportes, comenta que os dois
lados saem perdendo, pois a loja reduz seu capital de giro e o cliente em
débito perde a possibilidade de parcelar suas compras em outros lugares.
Não é da nossa vontade que isso ocorra, sempre negociamos e prorrogamos
os prazos para o cliente, comenta Idalino.
O empresário Célio Tonial, proprietário da loja LM, confirma a elevação na
inadimplência e segue as orientações da Acils, buscando propor ao cliente
uma forma de quitar a dívida antes de encaminhar ao SCPC. Para Célio, a
crise não é o único motivo. Ela é responsável por grande parte dos casos,
mas tem cliente que se aproveita da situação. Temos que ficar atento em
todos os casos, lamenta.