Internet funcionará através da rede elétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aprovou a distribuição da internet pela rede elétrica. A Companhia Paranaense de Energia (Copel), está iniciando os testes de desempenho da tecnologia Power Line Communications (PLC), que converte a fiação de energia elétrica em meio físico para conexão com sistemas de comunicações e telecomunicações em banda larga.
A tecnologia funcionará através da rede elétrica das residências. A principal motivação alegada pela agência é a promessa de oferecer internet banda larga, aonde não há acesso a internet, especialmente em áreas mais afastadas.
A vantagem da PLC comparada com as demais conexões de internet encontradas no mercado, como via radio e DSL, é na velocidade. Ela perde apenas para a fibra ótica, que pode chegar a 2 mil megabites de velocidade.
O técnico em eletrônica Nataniel Klug ressaltou que o cliente não pode se iludir com a velocidade que ele vai ter disponível, mas com o custo da contratação de velocidade da internet que pode girar em torno de R$ 700 o megabite por segundo. Ainda que essa tecnologia pode levar até 20 anos para chegar em Laranjeiras do Sul, avalia. O futuro da convergência em telecomunicação é a fibra ótica, defende.
As desvantagens da PLC seria em adquirir a estrutura física para a utilização do sistema, com custo elevado. O assinante teria que trocar toda a sua rede elétrica, de padrão à fiação, para ter acesso à internet na sua casa. A Copel gastou R$ 1 milhão para realizar testes com 300 assinantes em Santo Antônio da Platina, cidade no Norte Pioneiro do Paraná.
Interferência
O doutor em Comunicação pela universidade Metodista de São Paulo, Flávio Archangelo, relatou que as redes de energia elétrica na maior parte do país não foram concebidas para transmitir os dados. Segundo ele, a PLC poderá afetar outros aparelhos como lâmpadas, eletrodomésticos, carregador de celulares, secadores de cabelos, telefones sem fio, estações de radio, radiocomunicadores, entre outros. Poderá até interferir nos usuários de marca passo e aparelhos de surdez, disse Flávio.