Intervenção política pode ser a saída para hospitais

A 5ª Regional de Saúde, responsável pela administração das políticas públicas na região, disse ao Jornal Correio por meio da chefe de controle e avaliação, Eliane Dranka, que desconhece a possibilidade de fechamento dos hospitais de Laranjeiras do Sul. Na semana passada, os diretores anunciaram esta possibilidade, devido a falta de recursos.
Segundo Eliane, é do conhecimento do órgão apenas algumas dificuldades que ambos estabelecimentos enfrentam a exemplo de outros hospitais da região. Eliane justificou que o governo assumiu há pouco tempo e encontrou uma série de dificuldades. Estávamos colocando a casa em ordem. Agora começaremos a executar os programas propostos pelo Estado, justificou.
Conforme Eliane, a legislação impede a ajuda financeiras para hospitais particulares, como é o caso do São Lucas e São José. O apoio pode ser destinado apenas à instituições públicas e filantrópicas. Neste sentido o São José luta para conseguir o título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP. Dessa forma as parcerias com todos os níveis de governo e órgãos públicos federais, estaduais e municipais seriam viabilizadas.
Eliane destacou ainda que a 5ª Regional está reorganizando as estruturas dos municípios para a atenção básica à saúde. Segundo ela, as falhas existentes hoje refletem na superlotação dos hospitais, tanto por casos desnecessários como por casos simples que por insuficiência no antedimento foram agravados e requerem procedimentos mais complexos nos hospitais. Muitas vezes os médicos do PSF fazem de conta que trabalham e só cumprem carga horária. Isso complica, posteriormente a situação dos hospitais, completou.

INTERVENÇÃO POLÍTICA
O deputado federal Ratinho Junior visitou os dois hospitais de Laranjeiras do Sul durante sua visita à cidade e prometeu interceder por ambos junto ao Ministério da Saúde. Ele disse ter boas possibilidades de ajudar no custeio da compra de medicamentos e na manutenção dos hospitais.
Segundo Ratinho, nesses casos o deputado consegue executar uma função semelhante a um despachante. É muito difícil para um diretor de hospital sair daqui e ir até Brasília para resolver um problema de documento de um processo que está parado. Esse é nosso dever e temos uma equipe voltada para acelerar essas demandas, frisou.

EMENDA 29
Ratinho Junior disse que o Congresso luta pela aprovação da Emenda 29 que aumenta o repasse para a saúde. Hoje os Estados colocam o saneamento básico como dinheiro investido na saúde. Com a Emenda, haveria a retirada dos gastos com sanidade dessa verba e o valor correspondente poderia ser utilizado para o financiamento de hospitais, por exemplo.
No entanto, segundo o deputado a discussão vem causando polêmica dentro do Congresso. O governo tem visto com preocupação a aprovação da emenda e o aumento de gastos para a União. A dúvida é aprovar e depois não ter dinheiro para repassar aos Estados. Temos que fazer um debate para aprovar algo próximo disso, explicou.
Uma das sugestões para a situação seria a volta da CPMF ou a criação de um novo imposto. No entanto, o deputado que é líder de bancada, disse já ter adiantado o anúncio contrário a qualquer tributo. Para ele o problema é de gestão. Nem sempre o dinheiro chega onde deveria. Temos muitos tramites e ele fica no meio do caminho, completou.