O ex-prefeito de Laranjeiras do Sul, Claudir Justi, procurou o Jornal
Correio nesta semana para se manifestar sobre a atual situação do Centro
Cultural do município, obra iniciada em sua gestão. A questão foi
levantada pelo secretário Leoni Luiz Meletti na última edição, quando
informou que R$ 500 mil para o mobiliário estão na conta do município há
três anos, mas liberação depende da devolução de verba que envolve a
gestão anterior.
Justi rebateu, dizendo que um aglomerado de inverdades está sendo
divulgado sobre o assunto. Essa obra deveria ter sido concluída há muito
tempo, porque deixamos com a parte física praticamente terminada e com
recursos para a conclusão, disse.
A explicação dele é que o Centro Cultural foi construído com administração
direta. Como a prefeitura não tinha pedreiros profissionais suficientes
para esta obra, contratamos mais através da Cooperativa de Trabalho
Copernal porque sairia muito mais barato, contou.
Empolgado com a obra, Justi decidiu ampliar o projeto original de 900
metros quadrados para mais ou menos 1,5 mil. Mas o Ministério da Cultura
durante a prestação de contas acatou como ilegal a taxa de administração
cobrada pela cooperativa, de 30%. Estamos explicando esses questionamentos
levantados pela CGU sem medo nenhum. Não temos nada a esconder, afirmou.
A população conhece Claudir Justi e minha administração tinha pessoas
idôneas. Jamais desviamos um centavo. Esta taxa foi paga para a
Cooperativa Copernal, concluiu.
Bens não estão indisponíveis
Justi recebeu um ofício do Ministério da Cultura, comunicando sobre
possíveis irregularidades da taxa. A prefeitura através deste ofício
entrou com uma ação pedindo a indisponibilidade de meus bens e o juiz
acatou a liminar. A justiça em Laranjeiras não poderia ter determinado
este bloqueio e recorremos em 2ª instância, no Tribunal de Justiça do
Paraná, informou o ex-prefeito. Segundo ele não existe bloqueio dos seus
bens.
Segundo Justi, nos próximos dias será concluída essa questão. A atual
administração quer fazer entender que o Centro Cultural não foi concluído
por questão de irregularidades. Isto é uma inverdade. Se houve erros
técnicos nós estamos explicando, admitiu.



