A febre amarela é uma doença hemorrágica transmitida por mosquito e causada por um vírus da mesma família dos da dengue da zika, a Flaviviridae. Ela tem curta duração, não costuma passar de 12 dias, e apresenta graus diferentes de intensidade.
Nas formas leves, os sintomas podem passar quase despercebidos. Nas graves, é letal em cerca de 50% dos casos. O nome se deve ao tom amarelado causado pela icterícia em alguns pacientes.
Mas a vacina não deve ser prescrita para todo mundo. Pessoas com alergia a algum componente da vacina, como ovos e derivados, assim como quem está com febre. Além disso, quem faz tratamento com terapias imunossupressoras, como quimioterapia e doses elevadas de corticosteroides também não devem tomar a dose.
Gestantes, mulheres que estejam amamentando, portadores do vírus HIV e idosos com mais de 60 anos também não possuem recomendação para tomar a vacina.
Um outro alerta é que a vacina de febre amarela não deve ser aplicada ao mesmo tempo que as vacinas tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança tiver alguma dose em atraso, ela pode tomar junto com a vacina da febre amarela, com estas exceções citadas – tríplice e tetra viral.
Já para as crianças que não receberam nenhuma destas três vacinas e têm que atualizar a situação vacinal, a recomendação é para que recebam a primeira dose contra febre amarela e posteriormente, com intervalo de pelo menos 30 dias, recebam a tríplice viral ou tetra viral.
SÃO PAULO
De acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde do Estado, foram registrados 40 casos autóctones de febre amarela silvestre (quando a doença é contraída na própria cidade e não vem de pessoas que viajaram para regiões afetadas). Desses, 21 evoluíram para mortes em municípios endêmicos, áreas com maior incidência.
Nesta terça-feira (16), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) anunciou a antecipação em uma semana da vacinação contra a febre amarela. A campanha começará dia 29 de janeiro e irá até o dia 17 de fevereiro. Ele incluiu a cidade de São Caetano do Sul no planejamento. Com isso, 54 cidades do estado vão receber campanha com doses integral e fracionada da vacina.
PARANÁ
Com os surtos de febre amarela pelo Brasil, a Secretaria da Saúde reforça os cuidados para evitar que a doença atinja o Paraná. Em videoconferência com as 22 regionais de saúde do Estado na sexta-feira (12), foram repassadas orientações referentes à prevenção, vigilância e assistência. O objetivo é organizar e articular o trabalho realizado nos 399 municípios.
Queremos incentivar os profissionais de saúde a cuidarem de toda a população do Paraná como cuidam de seus entes queridos. A orientação principal é incentivar a prevenção por meio da vacinação. Conversar com famílias, amigos e colegas de trabalho para lembrarem da importância da vacinação seletiva, fala a superintendente de Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini.
Diferente de outros estados do país, o Paraná não está fracionando as doses da vacina contra a febre amarela. É necessária apenas uma dose da vacina para garantir a imunidade por toda a vida. A vacinação está disponível em todas as cidades do Estado nas principais unidades de saúde. Ela é indicada para crianças a partir dos 9 meses e adultos até os 59 anos.
LARANJEIRAS DO SUL
As autoridades da saúde de Laranjeiras do Sul e da região estão em alerta em relação à doença. De acordo com a enfermeira Patrícia Masuquetto, responsável pelo setor de epidemiologia da Secretaria da Saúde, não há nenhum caso suspeito na região, mas com o advento das férias, com o trânsito de pessoas de diversos locais do Brasil na BR 277 e do fluxo de estudantes de outras regiões na Universidade em Laranjeiras do Sul; é preciso ficar atento em relação aos sintomas.
A pessoa infectada geralmente começa a apresentar os sintomas no período entre três e seis dias. Os principais sintomas da febre amarela são: febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. 15% dos infectados, apresentam uma melhora súbita que dura de algumas horas até um dia, essas apresentam a forma mais grave da doença, nesses casos o infectado apresenta: febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos, explica Patrícia.
Patrícia também destaca que em caso da apresentação dos sintomas citados é altamente recomendável procurar ajuda médica, pois somente um profissional em saúde poderá diagnosticar e tratar corretamente a doença.
Os postos de Saúde de Laranjeiras do Sul, dispõe da vacina. É recomendável que as pessoas que forem viajar para locais de incidência da doença se vacinem. Em Laranjeiras basta se dirigir há um dos postos de saúde para fazer a vacinação, ela está disponível o ano inteiro, lembra Patrícia.
MACACOS
A enfermeira salienta ainda, que os macacos não transmitem a doença, eles são fundamentais para orientar em quais locais a doença pode estar presente, os mosquitos Haemagogus e Sabethes picam macacos infectados pela doença e ficam com o vírus incubado, as transmissões acontecem quando esses insetos picam novamente um homem que entrou no hábitat dos primatas.
Quando o homem infectado volta para a cidade e é picado novamente pelo Aedes aegypti, esse mosquito pode transmitir a doença para outras pessoas, iniciando o ciclo urbano da febre amarela.



