Mais uma vez o mundo volta os olhos para a América do Norte. Desta vez, por causa de um fenômeno natural, o furacão Sandy, que atingiu boa parte da Costa Leste dos Estados Unidos e parte do Canadá.
Considerado o maior da história do Atlântico, o furacão causou 25 mortes até a tarde de ontem (30). Mas o número ainda pode aumentar. Muitas pessoas continuam sem sair de casa, enquanto profissionais trabalham em resgates. De acordo com o governo federal estadunidense, 8 milhões de estabelecimentos ficaram sem energia elétrica, em 18 estados. Os mais atingidos são Nova Iorque, com 2 milhões de edificações sem luz, e a Pensilvânia, com 1,3 milhão. No primeiro, foi declarado estado de emergência.
O Diário Correio do Povo do Paraná entrou em contato com uma laranjeirense que vive no bairro Queens, em Nova Iorque. Rose Noschang mora nos EUA há 14 anos e contou que nunca passou por uma situação como essa. Aqui onde eu moro o estrago não foi tão grande, ainda temos luz, mas há muitas árvores caídas e carros destruídos, contou.
Em relação aos alagamentos, ela explicou que a estação de metrô mais próxima está inundada. Passam 1 milhão de pessoas todo dia, é a estação mais importante do Queens, a parte elétrica tá danificada, e piora porque é água salgada, que vem de braços do mar, explicou. De acordo com Rose, em alguns lugares a água encheu as canaletas onde passam os trens, que têm 1,5 metro de profundidade, e subiu para onde as pessoas esperam pelo transporte. Nunca antes houve isso em Nova Iorque, o metrô foi afetado drasticamente, contou.
Preparação
Como nos EUA estes fenômenos naturais são mais comuns, toda a população fica alerta. Eu comprei bastante comida perecível e nos preparamos para ficar sem luz, fiquei dois dias em casa, só acompanhando as notícias pela TV, explicou Rose.
O paranaense Marcos Nodari vive há quatro anos em East Hartford, a 150 quilômetros de NY, onde foram registrados ventos fortes, mas menos intensos. A gente que nunca passou por isso não leva muito a sério, acha que eles estão exagerando, comentou. Na cidade, desde sábado as pessoas já estavam se preparando para a super tempestade. No posto de gasolina, tinha fila para abastecer, todo mundo se preparou para ficar em casa. Na segunda de meio dia tudo começou a fechar, as lojas, shopping, as rodovias foram fechadas e não podia mais sair, relatou.
Depois da tempestade
No começo desta terça-feira (30), a tempestade perdeu a força e foi rebaixada para uma tempestade pós-tropical, de acordo com o portal G1. Os fortes ventos continuam e alguns estragos ainda podem acontecer, mas o pior já passou.
De acordo com Rose, não há uma previsão para que Nova Iorque retome o ritmo normal. Hoje os ônibus devem voltar a circular em algumas partes da cidade, mas o metrô, que nunca havia sido tão destruído, ninguém sabe dizer quando voltará a funcionar.
Outras regiões
A guarapuavana Camila Souza mora desde março na Costa Oeste dos EUA, região que não foi atingida pelo Sandy. Mas, de acordo com ela, a mobilização é grande mesmo assim. As notícias passam o tempo todo na TV. Os americanos são nacionalistas, então todos se preocupam por aqui também. Muita gente que ia voar para lá não sabe mais como vai ser e a maioria tem parentes e amigos na Costa Leste, então o clima é de apreensão, relatou.
Chuvas na Cantu
Um dia depois de a tempestade Sandy ter passado por NY, a Cantu também enfrentou chuva e fortes ventos, porém em menor intensidade. Entre às 15 e 15h30 de ontem (30), enquanto a equipe de reportagem passava pela PR 473, que liga Quedas do Iguaçu a BR 277, foi obrigada a parar em Espigão Alto de Iguaçu e esperar a chuva e os ventos cessarem. Pelo caminho, foram encontradas mais de cinco árvores caídas. Outros galhos e entulhos que haviam caído sobre a rodovia foram rapidamente retirados.



