A Lei Seca, que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas por quem está
dirigindo, pode se tornar uma aliada dos motoristas na hora de fazer o
seguro. Segundo índices do Detran e estudo de outros órgãos de trânsito,
desde que entrou em vigor, a lei contribuiu para a diminuição do número de
acidentes nas estradas em mais de 50%. Essa queda, poderá refletir nos
valores das apólices. A diferença nos preços poderá entrar em vigor dentro
de seis meses, quando será feita a reavaliação estatística que apontará a
diminuição no sinistro.
Segundo a agente de seguros Bradesco Sandra Lunelli pouca coisa pode mudar
por enquanto. As apólices já tiveram uma redução bem significativa nos
últimos três meses. O que ainda pode reduzir é a taxa de sinistralidade –
que é a média entre utilização e os custos – pois as pessoas já estão
cientes de que precisam adquirir um seguro, afirma.
Já para o corretor de seguros, da W2000, Wanderlei Luiz Rohr, já é
possível prever uma variação percentual. A princípio não há nada de
concreto sobre essa redução. Estamos vivendo o chamado ‘momento sanfona’,
onde ainda estamos pagando acidentes acontecidos há mais de 30 dias. Mas
após os levantamentos de sinistro, os descontos poderão variar entre 10 e
20 por cento podendo aumentar até o final do ano, diz. Os preços tendem a
reduzir ainda mais nos próximos meses devido a redução dos acidentes,
conclui.
Wanderlei alertou porém que o consumidor não deve comemorar ainda, já que,
se houver alguma mudança na lei, o cenário será outro. Vale lembrar que o
fator que mais conta na avaliação da apólice é roubo e incêndio, que formam
60% do valor do seguro total, encerrou.



