A BRF Brasil Foods, terceira maior empresa na área de captação de leite no país manifestou interesse em instalar um posto de resfriamento em Nova Laranjeiras. A empresa vem da fusão da Perdigão e Sadia, com as marcas na parte de lácteos Batavo, LG, Rio Grande do Sul e Cotochés.
Na manhã de quarta-feira (30), os técnicos da BRF Brasil Foods, Agnaldo Bonfim Brandt e Weligton Giarola se reuniram com o prefeito Eugenio Bittencourt e assessores para discutir a possibilidade de instalação de um posto de resfriamento de leite no município com a capacidade de 150 mil litros/dia.
Nova Laranjeiras produz hoje em torno de 60 mil litros/dia e a previsão da secretaria de Agricultura é de que esse número aumente consideravelmente no decorrer do período. O investimento para a construção é de R$ 1,5 milhão. O secretário de Agricultura, Rodison Savoldi, acredita que existem todas as condições para que a BRF Brasil Foods instale o posto de resfriamento.
Conforme ele, há também a possibilidade de que mais tarde seja agregado valor à produção, com a instalação de uma fábrica de queijos, por exemplo. Temos 85% do município na área agrícola e desse total, 90% trabalha com produção de leite. Em 2010 tivemos uma média de produção de 20 milhões de litros de leite, apontou. Nos próximos dias haverá uma reunião com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – CMDR, para avaliar com uma contraproposta para a empresa, destacou o secretário.
APOIO MUNICIPAL
O prefeito Eugenio Bittencourt destacou ao final da reunião que Nova Laranjeiras tem interesse que a empresa se instale no município. Ele disse que vai trabalhar para atender algumas reivindicações da BRF Brasil Foods, incluindo um terreno de 25 mil metros quadrados para a instalação do Posto de Resfriamento. É incansável nossa luta em busca da transformação da matéria prima da região. Nossa grande indústria é a agricultura familiar e a pecuária, Nova Laranjeiras se destaca nesses quesitos, conclui Eugenio.
EXPANSÃO
A BRF Brasil Foods em 2011 planejou dobrar a captação de leite no país passando dos atuais 4,5 milhões de litros para 9 milhões de litros/dia. O Paraná, na avaliação técnica da empresa é o Estado que apresenta maiores condições de crescimento na área de captação de leite.



