Liberdade, Liberdade: esta não é mais uma história sobre Tiradentes

Em Liberdade, Liberdade,
nova novela das 11 que estreou ontem (11), será possível voltar ao Brasil do
século XVIII, capitania de Minas Gerais, Vila Rica. A história começa no
período da Inconfidência Mineira, de Joaquim José da Silva Xavier – o
Tiradentes –, e se desenvolve na época em que a família real portuguesa vem
para a colônia, nas Américas.

Mas não se engane, esta não
é mais uma história sobre Tiradentes, figura que marcou a luta pela
independência do Brasil. Esta é a história ficcional de Joaquina (Mel Maia/Andreia Horta), a
filha de Tiradentes
(Thiago Lacerda) e Antônia (Leticia
Sabatella). Nascida no Brasil, Joaquina fica órfã e é criada por um amável
estranho em Portugal. Essa mulher é capaz de retornar ao país onde seus pais
morreram para se tornar o símbolo da luta contra a coroa portuguesa.

Como tudo começa

Após a morte de Tiradentes e
de Antônia, a pequena Joaquina é resgatada por Raposo (Dalton Vigh), até então simpatizante pela luta
dos inconfidentes. Ao ver a pequena testemunhar a morte do próprio pai, ele se
compadece de seu sofrimento e assume sua criação. Juntos, embarcam para
Portugal. Lá, a menina passa a se chamar Rosa,
para despistar os que ainda perseguiam os inconfidentes e desprezavam seus descendentes.

Em terras lusitanas, Raposo
a cria como filha e ensina a Rosa tudo o que sabe. Ele vê a menina se tornar
sua imagem e semelhança: forte, decidida, imponente. Apenas com uma diferença:
ela é sonhadora como o pai. Apesar de um dia ter apoiado a luta dos
inconfidentes, Raposo deve tudo o que tem à coroa portuguesa. Tornou-se um
importante fidalgo pelas riquezas que adquiriu ao longo dos anos junto à
família real. Anos depois, quando os nobres vêm para terras brasileiras, ele se
sente na obrigação de voltar ao país. É hora de voltar ao Brasil!

O retorno

A chegada de Raposo ao Rio
de Janeiro chama a atenção de todos, e não é só pelo seu porte robusto. Ele
está acompanhado do filho André
(Caio Blat), um belo rapaz que desperta nas mães o desejo de casamento para
suas filhas ainda solteiras; de Bertoleza
(Sheron Menezes), negra alforriada criada como filha, e que,
portanto, é uma fidalga; e de Joaquina.

Eles seguem para Vila Rica
ao encontro de Dionísia
(Maitê Proença), irmã de Raposo. É ela a responsável pela preservação dos bens
do irmão no Brasil enquanto ele residia em Portugal. Dionísia ama a família,
mas teme que eles atrapalhem o cotidiano tão bem estabelecido da residência.
Não sem razão, pois a chegada de Joaquina desperta a curiosidade de amigos e
inimigos. Primeiro, pela beleza única. Segundo, pelas opiniões fortes e a
coragem de ajudar o próximo sem distinção de cor ou classe social. Ela ainda é
aquela garotinha que há anos deixou seu país, carregando no sangue o símbolo da
luta pela liberdade.

A filha de
Tiradentes

Rosa – ou Joaquina –
desperta os sentimentos de muitos pela ousadia, bravura e beleza. É no Brasil
que ela se confronta com sua história ao descobrir mais sobre o pai biológico,
sobre os inconfidentes, sobre as diferenças sociais e as agressões aos menos
afortunados ocorridas neste país. É em sua terra natal que ela também descobre
sobre o amor, a luta e as consequências que as escolhas têm na vida de uma
pessoa.

Liberdade, Liberdade é uma
novela de Mario Teixeira baseada em argumento de Marcia Prates, livremente
inspirada no livro ‘Joaquina, Filha do Tiradentes’, de Maria José de Queiroz.