Depois de quase três horas de reunião com representantes de seis centrais
sindicais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu para os
sindicalistas manter o reajuste do salário mínimo em 5,7% , que passaria a
valer R$ 465 a partir de 1º de fevereiro. Segundo os sindicalistas, o
presidente também decidiu convidar para uma reunião a ser realizada nesta
quarta-feira (21) donos de bancos privados e representantes dos bancos
públicos.
De acordo com os líderes sindicais, Lula vai pedir aos banqueiros a
redução do spread bancário (diferença entre o percentual que o banco paga
ao cliente investidor e o que o cliente paga pelo empréstimo) e ainda
tentar discutir alternativas para a redução dos juros cobrados nos
empréstimos.
Os líderes sindicais defenderam junto ao presidente a redução imediata da
taxa básica de juros em até 2,5%. No entanto, Lula evitou emitir opinião
sobre o assunto que será decidido na próxima reunião do Comitê de Política
Econômica (Copom) do Banco Central, que iniciou na terça-feira (20), com
previsão de término na próxima quarta-feira (21).
Quarta-feira será o primeiro teste do governo. Se a redução for acima de
1% estamos satisfeitos, disse o presidente da Força Sindical, Paulo
Pereira da Silva, o Paulinho da Força. Lula disse que essa [a questão do
spread] é uma das questões mais importantes para se discutir nesse
momento, porque o problema do Brasil é crédito e o dinheiro, do jeito que
está caro, não pode ser mantido, disse Paulinho da Força.



