Mercado sobe para 0,89% previsão de alta do PIB em 2017 e vê inflação menor

Economia

  • Compartilhe Essa Notícia
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
Divulgação
Divulgação

Após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre na semana passada, os economistas do mercado financeiro revisaram para cima sua estimativa para o crescimento da economia brasileira neste ano. Além disso, também passaram a prever um comportamento melhor para a inflação em 2017.

As expectativas do mercado constam no relatório de mercado, também conhecido como "Focus", feito com base em pesquisa realizada na semana passada pelo autoridade monetária com mais de 100 instituições financeiras.

Para a expansão do PIB de 2017, os economistas do bancos elevaram sua estimativa de 0,73% para 0,89%. Para 2018, a estimativa do mercado para expansão da economia subiu de 2,58% para 2,60%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,6%, mas voltou a registrar alta neste ano. No terceiro trimestre, o crescimento foi de 0,1%, segundo dados do IBGE.

Inflação
 
Para a inflação de 2017, a previsão do mercado baixou para 3,03%. No relatório anterior, produzido após pesquisa realizada na semana retrasada, a previsão para a inflação neste ano estava em 3,06%.

Com isso, a inflação estimada pelo mercado para este ano continua acima do piso de 3% do sistema brasileiro de metas. Entretanto, a previsão segue abaixo da meta central para a inflação em 2017, de 4,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para este ano e para 2018, a meta central é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Desse modo, a inflação pode ficar entre 3% e 6% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Para o próximo ano, o mercado financeiro manteve sua expectativa de inflação estável em 4,02%. Deste modo, a estimativa do mercado continua abaixo da meta central, mas dentro da banda do sistema de metas (entre 3% e 6%).
 

Taxa básica de juros

Os analistas do mercado também mantiveram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 7% ao ano para o final de 2017. Atualmente, a taxa está em 7,5% ao ano.

Ou seja, o mercado continua estimando uma redução dos juros em dezembro deste ano. Se o patamar previsto de 7% ao ano for atingido no fim de 2017, esse será o menor nível já registrado.

Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic também ficou estável em 7% ao ano. Com isso, continuaram prevendo que os juros ficarão estáveis no ano que vem.
 

Câmbio, balança e investimentos
 
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 permaneceu em R$ 3,25.
Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana ficou estável em R$ 3,30.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2017, subiu de US$ 65,5 bilhões para US$ 66 bilhões de resultado positivo.
Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 53,6 bilhões para US$ 52 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, caiu de US$ 80 bilhões para US$ 78 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 80 bilhões.

  • Compartilhe Essa Notícia
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter