Moinho guarda um pedaço da história local há 57 anos

O moinho de Eloy Dalzotto possuí 57 anos de trabalho com quirera e arroz, sendo o mais antigo de Laranjeiras do Sul. A empresa surgiu com o apoio do sogro de seu pai, Bernar Safraider, que possuía o conhecimento e técnicas sobre moinhos. Vindos de Ponta Grossa para Laranjeiras do Sul, levaram três dias de ônibus para chegar, devido as condições das estradas naquela época. 
Ede Dalzotto, pai de Eloi, conta que no início das atividades da empresa, a cidade era muito diferente, possuía muitos pinheiros e serrarias o que facilitou a busca por materiais para construção de suas instalações. Além disso, Ede relembra que na região havia muitos animais selvagens e lendas da existência de tigres, devido a incidência de mata fechada.
No entanto, os empreendedores, encontraram algumas dificuldades, como transporte de cargas, pois a pavimentação nos primeiros anos de Laranjeiras era precária. Outro fator de dificuldade foi a falta de apoio das esferas de governo, diferente do que vem sendo mostrado nos dias atuais. 
Ede lembrou, ainda, que os costumes da época eram diferentes. Naquela época, as pessoas compravam muito a farinha de biju e a quirera para consumo próprio das famílias’’, destacou. Atualmente, a venda da produção do moinho é destinada principalmente para a indústria e o consumo animal.

Raridades
A empresa possuí maquinários bastante antigos, como a descascadora de arroz e a máquina de quirera, canjica e canjicão. A descascadora de arroz acaba se destacando, pois é feita de madeira e metal, já possui 64 anos de idade e está em funcionamento atualmente.
 
Futuro
Para o futuro, Eloy cita que não existem investimentos ambiciosos, a empresa seguirá com o tradicionalismo até onde puder. Quando não pudermos mais levar, pretendo investir em outro negócio, como um complexo habitacional, destaca.