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OGX, petroleira de Eike Batista, entrou com um pedido de recuperação
judicial na tarde desta quarta-feira, após ter falhado em negociar
suas dívidas com credores. O pedido abrange quatro empresas: OGX
Petróleo e Gás Participações S/A, OGX Petróleo e Gás S/A, OGX
Internacional e OGX Áustria.
Em
1º de outubro, a companhia anunciou que não pagaria US$ 45 milhões
em dívidas, referentes a juros sobre bônus emitidos no exterior.
Com isso, um prazo de 30 dias começou a correr para que a empresa se
declarasse oficialmente inadimplente e evitasse a ação de credores,
que poderiam antecipar parcelas de bônus com vencimento em 2018 e
2022, totalizando US$ 3,6 bilhões.
A
empresa revelou, na última terça-feira, que tentou convencer
credores a injetar mais crédito na companhia. Os valores solicitados
variavam de US$ 500 milhões a US$ 250 milhões. Diante da não
aceitação, a empresa anunciou que ficará sem caixa até dezembro.
Após
a entrada do pedido, um juiz precisa analisar a solicitação da
empresa. Caso o magistrado aceite, as dívidas da petrolífera, bem
como ações judiciais, serão suspensas durante 180 dias. Nesse
período, as ações na Bolsa de Valores de São Paulo também serão
suspensas.
A
empresa terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação, que,
ao final do processo, deverá ser aprovado pelos credores. Caso eles
não aceitem a proposta, a Justiça decreta a falência da companhia.



