Paraná discute organização da cadeia produtiva do leite

O presidente da Emater, Arnaldo Bandeira, esteve em Laranjeiras do Sul na
última sexta-feira (15) quando participou de seminário para organização da
cadeia produtiva do leite no Estado do Paraná. O evento aconteceu na AABB e
teve participação de profissionais de Campo Mourão, Ivaiporã, Guarapuava e
da Cantu, ligados à atividade.
As oficinas macro-regionais serviram para discussão de quatro eixos na
cadeia leiteira: a produção, sanidade animal, qualidade do produto e a
organização econômica da cadeia produtiva. Precisamos entender que hoje a
competição não se dá apenas entre empresas ou produtores. A competição é
entre cadeias produtivas. A cadeia do Paraná concorre com a do Estado de
Goiás no mercado interno, defendeu Bandeira.
Esta competitividade, segundo ele, justifica a necessidade de eficiência e
harmonia nas relações. Temos que evitar custos e desperdícios. E esse não
é apenas um trabalho do governo do Estado, mas de todos os segmentos da
cadeia para traçar um plano estadual, concluiu.
Após as discussões serão estabelecidos ajustes entre produtores e
indústria para evitar diferenças de preços e de qualidade. Esses gargalos
vão se removendo e a cadeia vai se tornando mais eficiente, disse
Bandeira.
O consultor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), José Miguel
Pretto, ressaltou que o objetivo do encontro é estabelecer algumas
diretrizes que possam fazer diferença para toda a cadeia produtiva do
leite, rapidamente. A idéia é que quando saia deste encontro uma ou duas
ações em cada um dos eixos. Em Pato Branco, por exemplo, o pessoal resolveu
instalar uma câmara temática da cadeia do leite, exemplificou.
Abrangência
O encontro atingiu toda a macro-região Centro-Sul. Além de Laranjeiras do
Sul, outras cinco cidades sediaram as oficinas macro-regionais: Pato
Branco, Toledo, Ponta Grossa, Santo Antônio da Platina e Maringá. A região
Centro-Sul está entre as três que mais cresceram em produção nos últimos 15
anos. Mas apesar do grande número de produtores familiares, eles
representam apenas 7% da produção do Estado.