Apesar da perda de força do setor avícola no país, as exportações paranaenses aumentaram e o Estado se tornou o líder nacional.
A competitividade é forte contra os Estados Unidos e foi por isso que as exportações recuaram 2% no primeiro semestre na média nacional. Porém, no Paraná foi diferente e as exportações aumentaram 13%, fazendo do Estado o responsável por quase 1/3 da comercialização do Brasil com o exterior.
Em Santa Catarina, o líder nacional anterior, os embarques caíram 8% neste ano. Foram 478,4 mil toneladas exportadas, contra 563,5 mil do Paraná, uma diferença de 85 mil toneladas.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, o avanço se deve aos investimentos aplicados na área, que resultaram no aumento de avicultores e abatedouros, todos com foco na exportação. Além disso, a matéria prima em abundância também dá força para o setor. Para ele, o Paraná é privilegiado devido as produções de soja e milho, que servem de alimento aos frangos.
Atualmente, são 42 indústrias espalhadas por todo o Paraná, que integram cerca de 18 mil avicultores. Assim, são produzidos, anualmente, mais de 1 bilhão de animais, 4 milhões por dia. São 130 países que recebem cargas brasileiras, que somam mais de 1 bilhão de toneladas de carne anualmente. Este mercado movimento mais de US$ 2 bilhões no Estado.
Outra vantagem do setor avícola é a geração de emprego. De acordo com o Sindiavipar, são 500 mil empregos diretos. Por todos esses motivos, os aviários e abatedouros são importantes fontes de rendas para municípios do interior e colaboram para o desenvolvimento de seus arredores.
Na região, a atividade ainda não tem muita influência. De acordo com a secretaria de Agricultura de Laranjeiras do Sul, não existem muitos produtores. Entretanto, este índice tende a mudar nos próximos meses devido a instalação da Coasul na região. No início deste mês, houve o primeiro contato da cooperativa com os avicultores locais, 80 se mostraram interessados nos investimentos setoriais. Estima-se que o primeiro aviário já esteja em funcionamento em cerca de seis meses. Para o secretário de Agricultura, Gilmar Negretti, e setor ajudará a desenvolver a economia municipal.



