Um grupo formado por pequenas cooperativas do Paraná foi na última semana à
Uberlândia, Minas Gerais, visitar a Itambé. Esta foi a segunda reunião com
a Cooperativa, considerada a segunda maior do Brasil em captação e
comercialização de leite. O objetivo foi conhecer a empresa, que tem
projeto de expansão para o Sul. Visitamos também uma cooperativa parceira
da Itambé. A relação comercial mostra que a empresa oferece a melhor
alternativa para negociação do leite, apontou o representante da
Unicafes, Altair dos Passos.
Durante a visita as cooperativas da Cantu, Sudoeste, Oeste e Norte do
Paraná foram recebidas pelo diretor de coleta, Sanzio Carvalho Borges e
Sidney de Paula Moreira, assessor de comunicação da presidência.
Em dois anos a projeção é dobrar a capacidade em Minas Gerais. A empresa
que possui quatro unidades em Minas Gerais e uma em Goiás, também tem um
projeto de expansão para o Sul. Nosso grupo de trabalho discute a
instalação da indústria de leite em pó no Paraná com capacidade de 1
milhão e 200 mil litros de leite ao dia. Esse empreendimento tem custo de
R$ 150 milhões e será implantado em 2010, relatou.
Participação
Representantes das cooperativas estão em negociação para que a Itambé
conheça a produção regional da Cantu. Queremos ser sócios em 50% e eles
estão aceitando isso. Não vamos trazer uma indústria para massacrar os
agricultores, mas sim para tornar os produtores sócios, avalia Altair.
Todas as cooperativas do Paraná vão montar uma Central do Estado, que vai
se associar à Itambé, tornando-se a 30º sócia da Itambé.
Para o assessor da Cooperativa dos Produtores de Leite de Rio Bonito do
Iguaçu, Valdecir de Azevedo, a Itambé mostrou ser uma empresa bem
administrada, com uma visão de futuro empresarial. Uma parceria com o
Paraná é uma excelente opção para a região. Por ser uma cooperativa, a
Itambé tem uma relação melhor com o produtor. O fato dos produtores serem
sócios também é importante, porque todo lucro que gerar, será rateado
proporcional à movimentação de cada produtor, defendeu o representante da
Colerbi.
Recursos
Outro grupo ficará responsável por discutir o arranjo financeiro. Os
recursos deverão ser liberados pelo BRDE (Banco Regional de
Desenvolvimento Econômico e Social) – através do Governo Federal. Haverá
uma linha especial de financiamento subsidiado para que os agricultores
associados às suas cooperativas possam participar sendo proprietários
desse empreendimento, disse Altair.
BOX
Europa é modelo
Em janeiro, representantes do grupo de trabalho irão à Bélgica e Holanda,
para conhecer o processo de fusão de cooperativas para montar grandes
empreendimentos. Representando a Unicafes (União Nacional das Cooperativas
da Agricultura Familiar e Economia Solidária), estarão Altair dos Passos e
Ari Dedavid.



