Laranjeiras do Sul se destacou no projeto Parlamento Jovem, oferecido pela Câmara dos Deputados. Das cinco vagas oferecidas ao Paraná, três ficaram com estudantes da cidade. A professora de história do Colégio Sels, Marlize Cottet orientou duas alunas que foram à Brasília apresentar projetos. Os dois trabalhos foram escolhidos dentre os 30 projetos iniciais desenvolvido pelas 2° e 3° séries. Todos os alunos participaram, pois lancei o trabalho e atribuí nota a ele, explica.
Marlize fala que sua turma da 2ª série, na qual teve as duas alunas escolhidas é um grupo de alunos críticos, e que se destacam nos debates de política. Agora eles colocaram em papel suas ideias, tendo a oportunidade de serem reconhecidos, conclui.
Brasília
Foram quase mil projetos enviados às secretarias de educação dos estados. 77 passaram por todas as etapas da seleção e foram escolhidos pelos assessores legislativos da Câmara dos Deputados. O evento que ocorreu de 26 a 30 de setembro, onde jovens deputados mergulharam no processo legislativo do país.
Vários temas foram apresentados como segurança, saúde, meio ambiente, mercado de trabalho. Mas, de todas essas áreas o destaque foi a educação: mais da metade
Projetos de Laranjeiras
As alunas que apresentaram seus projetos em Brasília foram Milena Mussoi e Mariana Arboit do colégio Sels e Alcielle Bairos Passos do colégio Floriano. Para o professor do Colégio Estadual Floriano Peixoto, Arno Bento Mussoi, o projeto é de suma importância para que os jovens de hoje se voltem para o civismo, democracia, política e leis, tendo sempre a escola e sua própria realidade como ponto de referência.
Milena defende a necessidade da distribuição por parte da empresa de filtros solar para funcionários que trabalhem em exposição a raios solares. O trabalho desenvolvido teve inspiração nos casos de câncer, principalmente de pele. Desde que fiquei sabendo do Parlamento [Jovem] pretendi fazer algo para a segurança dos trabalhadores. Conversando com meu pai decidi trabalhar essa temática, ressalta.
Mariana levou a proposta da decisão de doações de órgãos. As pessoas que decidirem doar já tem gravado em sua documentação, porém depois que morrem os familiares é que tomam a decisão. Portanto ela apresenta que essa decisão não poderá ser mudada depois da morte. Voltei de Brasília pensando diferente, percebi que os jovens tem grande poder de decisão. No início estava com medo, mas mudei meus conceitos, percebi que os jovens buscam cada vez mais espaço para mostrar e defender suas ideias, relata.
Alcielle apresentou a ideia sobre a importância das empresas no mesmo grau que contaminam sejam responsáveis pelo ato. São pensamentos assim que o projeto tenta disseminar, para que jovens possam atuar pelo bem comum, destaca.



