Pesquisadores descobrem o ser humano mais antigo com câncer

Arqueólogos britânicos descobriram o que dizem ser o mais antigo
exemplo completo no mundo de um ser humano com câncer metastático e esperam que isso possa propiciar
novas pistas sobre a doença agora comum e
muitas vezes fatal.

Pesquisadores da Universidade de Durham e do Museu Britânico
encontraram evidência de tumores que se desenvolveram e se espalharam por todo
o corpo em um esqueleto de 3.000 anos de idade achado em uma tumba no atual
Sudão, em 2013.

Analisando o esqueleto, eles conseguiram obter uma clara imagem
de lesões nos ossos que mostrou que o câncer havia se espalhado para causar
tumores nos ossos da clavícula, escápulas, braços superiores, vértebras,
costelas, pélvis e coxa.

De acordo com a agência de investigação do câncer da Organização
Mundial de Saúde, os novos casos de câncer aumentaram para cerca de 14 milhões
de pessoas por ano em 2012, e a previsão é de que subam para 22 milhões dentro
de 20 anos.

No entanto, essas novas descobertas, publicadas na revista
especializada da Biblioteca Pública de Ciência PLOS ONE, nesta segunda-feira,
sugerem que o câncer não é tão somente uma doença moderna, mas existia na
região do Vale do Nilo mesmo em tempos antigos.

O esqueleto em questão é de um adulto do sexo masculino, com
idade estimada entre 25 e 35 anos quando morreu. Ele foi encontrado no sítio
arqueológico de Amara Oeste, na parte norte do Sudão, no Nilo, a 750
quilômetros da capital, Cartum.