“Piquete” não impede reabertura do Bradesco

Nem mesmo um piquete foi capaz de manter as portas do Bradesco fechadas
na terça-feira (21) em Laranjeiras do Sul. A manifestação dos bancários
teve como objetivo conscientizar os clientes para que não entrassem na
agência. Há outros pontos onde é possível pagar as contas, além do
auto-atendimento. Queremos que as pessoas esperem pelo menos até haver
uma
proposta da Fenaban para nós, afirmou o representante do Sindicato dos
Bancários, Luiz Carlos Zacchi.
Contudo, logo depois das 10 horas o Bradesco abriu as portas, com
atendimento normal. Em Laranjeiras do Sul, apenas o Banco Itaú tem o
interdito proibitório, que permite o atendimento. A gerência do Bradesco
não quis se manifestar.

Para o bancário Cláudio Rieke, funcionário do Banco do Brasil, os pedidos
– reajuste de 9%, contratação de funcionários e novas unidades – são
justos, considerando o anúncio do lucro dos bancos, de R$ 4 bilhões no
primeiro semestre. A diferença entre o que eles ofereceram e o que
pedimos
é de apenas 1,5%, avalia.

Na tarde de ontem aconteceria uma reunião entre a Fenaban e os
banqueiros.
À noite, uma proposta seria apresentada aos bancários. Finalmente acho
que
a coisa vai andar, concluiu Cláudio.

O funcionário da Caixa Econômica Federal, Janos Zenor Stankievicz, disse
que a greve vai continuar até que a classe consiga uma reposição salarial
acima da inflação. Sabemos da pressão que os gerentes sofrem, mas eles
têm
que ter um bom senso e tratar bem os grevistas, porque estamos lutando
inclusive pelos salários deles também, concluiu.

Orientação é intensificar
Segundo informações publicadas no site da Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), a orientação é intensificar a
greve. É uma postura de total desrespeito para com os bancários. A
Fenaban
só enrolou e não apresentou nenhuma proposta na rodada de negociação de
segunda-feira, em São Paulo, no 12° dia da greve nacional da categoria. E
marcou nova negociação para as 18h desta terça-feira 21, informa. A
nossa
resposta será a intensificação da greve em todos os locais de trabalho e
em
todo o país. Só a pressão muito forte da categoria forçará os banqueiros
a
apresentarem uma proposta”, conclui o presidente da Contraf/CUT e
coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Vagner Freitas.