A Faculdades Alto Iguaçu (FAI) vem desenvolvendo atividades voltadas a diversidade no município. Além do curso de Libras, dispõe também da pós-graduação. De acordo com a pedagoga responsável pelas aulas da especialização, Tânea Aparecida Martins, são apresentados todos os aspectos estruturais e gramaticais da linguagem de sinais.
Para aprender outra língua é necessário entender toda a estrutura linguística, pois o surdo tem que ler e escrever de outra forma além do português, o que gera certa dificuldade no entendimento do contexto de cada palavra ou sinal, aponta.
Estrangeiro
Tânea acrescenta que o surdo pode ser visto como um estrangeiro dentro do seu próprio país. Ele é um cidadão que trabalha e paga os impostos, mas a acessibilidade comunicacional muitas vezes é restrita, pois em vários lugares que necessite de atendimento precisa levar ou até pagar um intérprete. Dificilmente existe alguém disponibilizado que dê conta de atender com uma comunicação mais abrangente, comenta.
Oportunidade
De acordo com a pedagoga, um dos fatores que colaboram para falta de interesse no aprendizado da Libras, é que o campo de atuação profissional seja limitado, o que não ocorre, pois no decreto n° 5626, capítulo VIII, parágrafo 1°, consta que as instituições devem dispor de, pelo menos, 5% de servidores, funcionários e empregados capacitados para o uso e interpretação da Libras.
Hoje o profissional interprete está valorizado, pois existe demanda no mercado de trabalho para esta função como na área educacional, na saúde, da justiça, entre outros, que necessita ter alguém que faça essa intermediação de troca de informações entre o surdo as outras pessoas, enfatiza.
Inclusão
Para o professor de geografia e pós-graduando John Lennon Petachisnki, de Cantagalo, essa especialização é necessária tanto para a sala de aula (dois de seus alunos são surdos), quanto para as demais situações do dia a dia que necessitem desse diferencial. Eles se sentem incluídos aos demais e, também, posso saber como estão se sentindo e o que precisam para obter um bom desenvolvimento escolar, informa.
Demanda
Segundo a diretora da FAI, Sandra Gnoatto, é gratificante poder oferecer para Laranjeiras do Sul e região esse diferencial já que existe a necessidade de atender e entender os surdos tanto nas instituições de ensino, quanto nos demais locais, privados ou públicos.



