Programa completa um ano

O programa Rede Mãe Paranaense completa um ano este mês, com ações que reduzem a mortalidade de gestantes e de crianças. O acompanhamento pré-natal é feito com no mínimo sete consultas e 17 exames, há garantia de ambulatório especializado para gestantes e crianças de risco, de parto com a vinculação ao hospital e acompanhamento de todas as crianças menores de um ano. A mudança do modelo de atenção às gestantes e as crianças do Estado começa a ser sentida pela população.
No ano passado, foram investidos R$ 90 milhões na implantação da rede, com a capacitação dos profissionais da atenção primária e com o fortalecimento dos hospitais de referência para gestantes de alto risco, pelo programa HospSUS. Para este ano, estão previstos investimentos de R$ 126 milhões. Entre outras ações, serão vinculadas 87 maternidades que atendam gestantes de risco habitual e risco intermediário e a consolidação dos centros Mãe Paranaense nos 22 consórcios intermunicipais de saúde. 
Uma rede de atenção não nasce pronta e este primeiro ano foi de muito trabalho. O primeiro passo foi reduzir o déficit de leitos de UTI neonatais no Estado, construir e equipar as unidades da saúde da família, onde são realizados os pré-natais, afirmou o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto. 
Também são elaboradas carteiras da gestante e da criança. Todas as informações do pré-natal, pós-parto e acompanhamento da criança são anotadas nas carteiras que o governo do Estado distribui para todos os municípios. 
Laranjeiras
O hospital São José, de Laranjeiras do Sul, é credenciado no HospSUS desde 2011 e já participa do programa Rede Mãe Paranaense. Segundo a enfermeira chefe e diretora administrativa do hospital, Katia Smarrito Marreiros, no início do programa foram selecionados 49 hospitais do Paraná, considerados referência na região, o São José foi um deles.
Katia, ainda conta que o Mãe Paranaense, melhorou e aumentou o trabalho com as gestantes. São feitas orientações sobre o aleitamento materno, a importância do parto normal. Foi muito gratificante e, como retorno, a gente observa que o índice de crianças com comprometimentos está  diminuindo, afirma a enfermeira. 
O número de partos cesarianos dentro do hospital está menor que o índice do Paraná, o que significa que o programa  está funcionando. 34% são cesarianas, e 66% partos normais, essa notícia para nós é ótimo e para a gestante é melhor ainda, conta Katia. 
Assistência
Os acompanhamentos com as gestantes começam principalmente a partir do sexto mês, em que a mãe vai para o hospital para se informar de como funciona o parto. São transmitidas desde as informações básicas: o que levar na hora do parto, em que quarto ela fica, como é o parto, onde o neném toma primeiro banho. Essas informações geram confiança para a mãe. 
No Paraná, foram concluídas 64 unidades do programa e 103 estão em construção, para completar as 167 previstas. O governo também investiu na capacitação de 30 mil profissionais de saúde, em parceria com as sociedades médicas e de enfermagem.