Programe sua declaração de IR

Todo começo de ano o fantasma do Imposto de Renda começa a assombrar o
contribuinte. É nessa época, que os documentos acumulados durante o ano se
tornam essenciais. O problema é que muitas pessoas, por não terem o costume
de arquivar e organizar sua papelada se atrapalham, correndo o risco de
errar em sua declaração e cair na malha fina.
Para não haver correria (e quem sabe conseguir a maior dedução possível) o
ideal é organizar a documentação antes. Muita gente deixa para última hora
e acaba perdendo boa parte dos benefícios por não conseguir juntar os
documentos necessários. O prazo de declaração é de março à abril.
Conforme o contador Sérgio Grando, de Laranjeiras do Sul o ideal é ir
separando durante o ano tudo que será necessário para apresentar ao
leão, dessa forma, quando chegar a hora de fazer a declaração é só
colocar em prática. Quem tem dúvidas também pode procurar um profissional
da área ou mesmo a receita federal, disse ele.
Veja as dicas para facilitar a sua vida e quem sabe, reduzir o valor pago
na declaração de IR:
*Respeito e prazo (evite pagar multas por atraso na entrega, vá se
preparando já, pois o prazo final para entrega é 30 de abril)
Junte os documentos necessários: Informe de renda no último ano;
comprovante de aquisições e vendas de bens (carros, imóveis); Informes
financeiros (movimentações bancárias); recibos médicos, dentistas,
despesas hospitalares; comprovante de despesa escolar do próprio
contribuinte ou de seus dependentes.
*Não deixe para última hora. A preparação da declaração do Imposto de
Renda é uma tarefa que exige tempo e concentração. Lembre-se que qualquer
erro ou inconsistência pode fazer sua declaração ficar retida na malha
fina.
*Faça um check-up:
– Você incluiu nos seus rendimentos os rendimentos de aplicações
financeiras, lucros e dividendos que justificam variação patrimonial
(acréscimo de patrimônio)?
– Você informou as dívidas que justificam as aquisições de bens ou
direitos de valores vultosos?
– Você informou seus bens e direitos de forma completa, e nos valores
corretos?
– Você informou corretamente o que já havia pago de imposto na fonte, ou
através de recolhimento antecipado, no ano anterior?
– Se você é casado, já fez as contas se vale mais a pena declarar separado
ou em conjunto?
– Analisou com cuidado qual modelo de declaração vale mais a pena no seu
caso, o simplificado ou o completo? Se você tem muitas despesas para
deduzir, o esforço extra vale a pena e é melhor optar pelo formulário
completo.
– Não esqueceu de incluir rendimentos tributáveis, como aqueles recebidos
de forma eventual, e que podem facilmente ser cruzados pela Receita
Federal (como aqueles rendimentos advindos de empresas, que são informados
na DIRF)?
Dica: prefira declarar pelo programa – isto evitará erros de cálculos e
permitirá uma restituição mais rápida, se você entregar a mesma pela
internet. E, em caso de dúvidas, não dispense a ajuda de um contador.