O Ministério da Pesca anunciou no último mês que o projeto de produção de peixe em tanque-rede às margens do rio Iguaçu, no Sudoeste do Paraná, será modelo para a produção de pescado no País. O coordenador do projeto e presidente da Cooperativa de Produtores do Rio Iguaçu (Coperçu), Paulo Langni participava da 3ª Conferência Nacional de Aquicultura e de audiência com o Ministro da Pesca Altemir Gregolin em Brasília, quando recebeu a notícia da liberação de mais recursos para a implantação da terceira fase do projeto. Esses 3,5 mil tanque-rede que será implantado de imediato é só 3% da capacidade de produção que temos no lago, explica Langni. Ao todo serão R$ 20 milhões em investimentos. Nesta etapa entra a produção, agregação de valor, industrialização e comercialização do pescado.
Seis parques aquíferos
Com a criação do Ministério da Pesca também foram criadas novas leis e regras para setor. Entre elas, a Lei geral de aquicultura, que estabelece regras para uso das águas públicas, resolução do Conama para licenciamento ambiental. Na região do Salto Caxias foram criados seis Parques Aquíferos. Uma conquista importante foi a criação de leis que disciplinam a criação de peixes considerados exóticos, que já estão estabelecidos nos rios da região, entre eles a tilápia, comenta Paulo.
Peixe na merenda escolar
Os municípios que integram a Associação dos Municípios do Salto Caxias (Pró-Caxias), incluíram a partir de 2010 alimentos a base de peixes na merenda escolar. Produtores da Coperçu contaram com três pontos de vendas de pescados, em Nova Prata, Capitão L. Marques e Boa Vista de Aparecida. Além dos contratos com empresas atacadistas do Sul do País.



