Projeto levará noções de higiene a famílias da periferia

Um projeto encabeçado pela secretaria de Saúde, em parceria com a Ação Social, Assuntos Comunitários e Educação levará noções básicas de higiene e saúde a diversas famílias de Laranjeiras do sul. O programa será desenvolvido na região periférica da cidade e será um complemento para as casas que receberam os módulos sanitários.
Ao todo, cerca de mil pessoas receberão instruções básicas das enfermeiras do ESF de cada bairro. O principal objetivo, é a prevenção de doenças transmissíveis e a melhoria da qualidade de vida.
Conforme a enfermeira Liliam Ana Bortoluzzi, responsável pelo projeto, as orientações partirão dos cuidados mais simples como o de lavar as mãos e outros zelos pessoais, até os procedimentos corretos com os alimentos. Para a saúde a construção dos módulos sanitários reduz um grande número de doenças que estão relacionadas a falta de higiene, como as diarreias, a poliomielite e a hepatite A. Além disso, com uma vida melhor, a auto-estima da população vai ser maior, comentou.

PROBLEMA CRÔNICO
 Segundo informações do Instituto Trata Brasil, apenas metade da população brasileira conta com serviço de esgoto e somente 1/3 do esgoto gerado no país recebe tratamento adequado. O que não é coletado e tratado é despejado diretamente no meio ambiente.
O estudo relatou ainda que crianças que não têm acesso aos serviços de saneamento básico apresentam redução de18% no aproveitamento escolar
Na última década, cerca de 700 mil internações hospitalares ao ano foram causadas por doenças relacionadas à falta ou inadequação de saneamento. 65% das internações em hospitais de crianças com menos de 10 anos são provocadas por males originados da deficiência ou da inexistência de esgoto e água limpa.
Segundo a Fundação Nacional da Saúde, sete crianças morrem todo dia no país, em decorrência de diarreia. Por ano, são mais de 2.500, com menos de cinco anos vítimas da doença que prolifera em áreas sem saneamento básico. Os gastos anuais do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças ligadas à falta de higiene chegam a 300 milhões de reais. O estudo ainda revelou que para universalizar o saneamento no Brasil é necessário aplicar cerca de R$ 11 bilhões por ano.