As cinco principais universidades estaduais do Paraná receberam nota 4 no Índice Geral de Cursos (ICG), divulgado pelo Ministério da Educação MEC (detalhes na página 09 desta edição). A Unicentro está entre elas, com nota 4, de uma escala que vai de 1 a 5. O ICG avalia uma série de itens, como infraestrutura e titulação dos docentes.
É uma boa notícia para a região, uma vez que muitos alunos da Cantuquiriguaçu estudam na Unicentro.
Por outro lado, recentemente, foi divulgado o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), que constatou que entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita. Isso revela um expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade no país. O INAF foi criado em 2001 e é realizado por meio de entrevistas e testes cognitivos aplicados numa amostra envolvendo 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos no território nacional.
No teste elas respondem 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, na maioria muito simples, como o cálculo do desconto de um produto. Depois de avaliadas, são classificadas em quatro níveis diferentes de alfabetização, sendo plena, básica, rudimentar e analfabetismo. Os alunos que não atingirem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais. São aqueles que sabem ler e escrever, porém não conseguem interpretar ou associar as informações.
Numa leitura simples destes dados, dá para perceber que a culpa não está nas instituições de ensino superior, mas no ensino fundamental. Pela lógica, qualquer pessoa que tenha a 8ª série deveria ser capaz de saber ler e interpretar um texto. Esse problema tem sido assunto nos colegiados das universidades, que buscam formas de qualificar esses alunos com aulas de contra turno. Uma medida que poderia ser evitada, se o ensino básico e fundamental fosse de qualidade.
Os números são preocupantes. Das 2.136 universidades, faculdades e centros universitários avaliados pelo ICG 2011, apenas 27 instituições receberam a nota máxima, 5, que é considerada ótima. 50,6% tiveram conceito 3, e 27% das instituições de ensino superior receberam o conceito insuficiente, ou seja, quase 600 instituições ficaram com notas menores que 3.
O exame do ICG é realizado a cada três anos e, segundo o próprio ministro da Educação, Aluísio Mercadante, os índices melhoraram. Fica um questionamento para reflexão, se esses números são bons, imaginem como estava antes?



