Seguro desemprego não. Próprio negócio sim

Para muitos, a notícia do desemprego é avassaladora, ainda mais com as reportagens vistas diariamente, de que o número de pessoas que perdem o emprego vem crescendo a cada dia em todo o país.

No entanto, o desemprego pode ser o empurrão que precisava para uma pessoa abrir o próprio negócio, que já vinha sendo idealizado há tempos. E foi justamente isso que aconteceu que com Alisson Lima, de 21 anos.

Ele trabalhava como contratado em uma empresa e quando o contrato estava prestes a vencer, foi demitido. Foi então, que ele decidiu que iria se tornar um microempreendedor e montou uma loja de mármore e granito, ramo na qual já havia trabalhado antes, desistindo até mesmo de seguro desemprego para formalizar o empreendimento.

 

O começo

Alisson conta que o sonho de abrir sua própria loja já vinha de anos. Então começou a ir atrás, se informar do que era preciso para torná-lo realidade.

O primeiro passo para a concretização do sonho, foi buscar financiamento, no Banco do Empreendedor, onde conseguiu uma linha de crédito para poder comprar as máquinas necessárias e começar as atividades. Os equipamentos de escritório, ele usou o que possuía em casa e carro também já tinha. De início, ele revela não ter estoque, trabalha conforme os pedidos. Já que cada chapa de granito custa em torno de R$ 2 mil.

 

Inovação

Conforme o novo empreendedor, ele busca trazer novidades na linha de atuação, pois existem empresas que estão há 50 anos no mercado, com a qual acredita não poder concorrer. Dessa forma, uma maneira de atrair clientes, é inovar.

Além disso, já está com ideias de ampliar o empreendimento. A primeira delas é montar um escritório que fica mais no centro, além de contratar mais pessoas para ajudá-lo e mudar para o Simples.

 

Conselho

Para quem quer abrir seu próprio negócio, Alisson diz que vale a pena arriscar. Muitos pensam, será que vale a pena? Trabalho numa empresa e no final do mês vou receber meu salário, acredita.

O jovem diz que da mesma foram de quem trabalha em empresa, ter seu negócio também é estressante, também é difícil, pois não existe hora para chegar ou sair.

Ele relata também, que mais importante do que correr atrás para tornar algo real, é o apoio da família, pois a insegurança é grande.

 

Linhas de créditos

Quem acompanhou Alisson em todo o processo para a concretização do sonho, foi a gerente da Agência do Trabalhador, Eliane Demétrio.

Ela conta que existem linhas de créditos especiais para quem quer abrir seu próprio negócio. Além disso, desde o início deste mês, existe a linha ‘Fidelidade’, que é destinada ao capital de giro das empresas, sendo liberada no valor de até R$ 20 mil.

Ela destaca também, que o mais importante na ajuda dos empreendedores é a parceria com a Sala do Empreendedor, que auxilia na formalização da empresa, Sebrae com treinamentos. Além do suporte que recebe do Fomento-PR. Tudo é possível porque estamos amparados, finaliza.