UNESCO defende educação sexual e de gênero nas escolas para prevenir violência contra mulheres

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil reafirmou nesta terça-feira (7) seu posicionando contrário à discriminação e à violação dos diretos humanos em qualquer circunstância e, em especial, em espaços educativos. As desigualdades de gênero, muitas vezes evidenciadas pela violência sexual de meninas, expõem a necessidade de salvaguardar marcos legais e políticos nacionais, assim como tratados internacionais, no que se refere à educação em sexualidade e de gênero no sistema de ensino do país, disse a agência das Nações Unidas em comunicado.

Segundo a organização, as declarações foram divulgadas diante de recentes fatos ocorridos no país no que se refere à violência sexual, em referência a casos como o da jovem de 16 anos estuprada no Rio de Janeiro em maio.

Para a UNESCO no Brasil, aprofundar o debate sobre sexualidade e gênero contribui para uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade. A instituição também afirma que a legislação brasileira e os planos de educação precisam incorporar perspectivas de educação em sexualidade e gênero. Isso se torna ainda mais importante uma vez que a educação é compreendida como processo de formar cidadãos que respeitem as várias dimensões humanas e sociais sem preconceitos e discriminações, disse a agência da ONU.

A UNESCO ressaltou em todos os seus documentos oficiais que estratégias de educação em sexualidade e o ensino de gênero nas escolas é fundamental para que homens e mulheres, meninos e meninas tenham os mesmos direitos, para prevenir e erradicar toda e qualquer forma de violência, em especial a violência de gênero.

A eliminação das desigualdades de gênero é determinante para a construção de uma sociedade inclusiva e equitativa, disse a UNESCO. Todos os estudantes têm o direito de viver e aprender em um ambiente livre de discriminação e violência. Com educação e diálogo é possível prevenir a violência de gênero, finaliza a instituição.

A agência da ONU possui materiais que podem ajudar os educadores do país a incluírem questões de gêneros nos debates de suas aulas e espaços educativos.