Os animais do mais de 24 meses não precisam ser vacinados contra febre aftosa nesta etapa da campanha. A medida anunciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pode ajudar o Paraná a ser declarado área livre de Febre Aftosa.
A campanha deste ano iniciou na quinta-feira passada (30) e terá duração de 30 dias. A expectativa é vacinar cerca de cinco milhões de cabeças de todo o rebanho de bovinos e bubalinos do Paraná, avaliado em aproximadamente 10 milhões de animais.
Mesmo não vacinando, os criadores ainda têm a responsabilidade de declarar todo o rebanho nas unidade veterinárias vinculadas a secretaria de Agricultura, vacinados e não vacinados. Ao contrário disso o pecuarista será multado e sofrerá sanções administrativas. Para cada animal não declarado a multa pode chegar até R$ 87.
Diego Basílio Hamilko, veterinário da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) explicou que além da multa os animais não declarados serão submetidos a vacina compulsória. Nesse caso, os técnicos fiscalizarão a propriedade, e os produtores terão que vacinar todo o rebanho, mesmo os animais com mais de 24 meses.
Sobre as novas normas para vacinação Diego esclareceu que estudos comprovaram que animais que já receberam quatro doses da vacina ficam protegidos por um ano. Os animais que foram vacinados em novembro do ano passado estão imunes até novembro desse ano, quando começa a segunda etapa da vacinação, completa.
Entre os municípios que integram o Núcleo Regional da Seab de Laranjeiras do Sul a expectativa é vacinar metade dos 500 mil animais. Fazem parte: Laranjeiras do Sul, Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu, Virmond, Marquinho, Nova Laranjeiras, Quedas do Iguaçu, Diamante do Sul e Espigão Alto do Iguaçu.



