Uma pauta vazia e um plenário, idem. Esses elementos poderiam deixar a 38ª sessão da Câmara do Vereadores de Laranjeiras do Sul num clima morno e insosso. Mas os questionamentos levantados pelos vereadores deram um tom picante ao encontro na segunda-feira (06). O principal deles foi em relação as indicações de melhorias, que semanalmente são apresentadas. A reclamação por parte dos vereadores é sobre a demora e em alguns casos o não entendimento das secretarias competentes quanto aos problemas apontados.
O debate iniciou depois que o vereador Zezo Marin tornou público um acidente acontecido coincidentemente com uma pessoa de sua família. O fato ocorreu durante o Laranja da Canção. Segundo o vereador, ao desviar de um carro, Eliane de Oliveira pisou em uma tampa de boca de lobo nos fundos do Laranjão, a qual desabou. Marin ressaltou que a Câmara já havia levantado a necessidade de melhorias naquele local. Eu fiquei chateado porque uma tampa dessa para ser bem feita gasta R$ 100. Acredito que o encarregado ou o secretário que vai fazer essas coisas não tem um golpe de vista para fazer um trabalho bem feito, reclamou.
A vereadora Ivone Portela também fez questão ressaltar a importância das indicações. Ela foi a autora do pedido de melhorias no bueiro nos fundos do ginásio onde aconteceu o acidente. O pedido foi feito há quase um ano. Fui atendida, mas por partes. Se fosse bem feito não teria acontecido o que aconteceu. Essas indicações que fazemos não é só pra passar o tempo. Se tem uma estrada ruim, que está quase intransitável nós somos obrigados a pedir que se conserte. Presumimos que o órgão competente não sabe que está acontecendo aquilo. Não estamos brincando de ser vereador, destacou.
Segundo Ivone, a partir do ano que vem, uma nova postura será adotada pelos vereadores. O trabalho de todas as secretarias será acompanhado de perto e as cobranças serão de forma mais intensa. Não vai tampar a boca de lobo, vai deixar aberta pra cair uma criança vai ter que dizer porque não vai fazer. Não estamos pedindo nada de impossível aqui, completou.
CRÍTICAS
Conforme Moacir Frizzo, questões de partidarismo e políticas devem ser esquecidas. Para ele, os vereadores devem buscar o entendimento. Quando as indicações, ele fez menção ao parecer sobre o projeto de Lei que estima a receita do município para o ano de 2011 no valor de mais de R$ 42,5 milhões. É um valor expressivo. Essas indicações são tão pequenas e facilmente podem ser resolvidas. Eu sou um dos vereadores que menos tem feito solicitações. Se não está funcionando para quem está mais próximo de Executivo quem dirá para aqueles que batem mais de frente, declarou.
Segundo Frizzo, pequenos reparos que não oneram tempo e muito dinheiro poderiam evitar uma série de constrangimentos e críticas, tanto para o Executivo como para os vereadores. Temos tanta coisa importante para discutir, mas temos que perder tempo falando de buraco. É uma vergonha, reclamou.
ASFALTO POR CONTA DA POPULAÇÃO
O vereador Acir Wanderlei apresentou uma indicação a pedido de vários munícipes. Segundo ele, moradores do entorno do centro da cidade solicitam que seja realizado um estudo para que seja construído asfalto em diversas ruas por conta dos próprios moradores. A secretaria competente caberia possibilitar formas viáveis de pagamento. Não podemos ser hipócritas e ficar mentindo para a população que vamos conseguir o asfalto de graça ou a fundo perdido. A população não quer mais esse calçamento que está horrível, ressaltou. Conforme o vereador, a deterioração das ruas com pedras irregulares acontece num curto espaço de tempo, dificultando a passagem de pedestres e de automóveis. Acir destacou que a maioria dos pedidos partiu de moradores da avenidas Natel de Camargo e Santos Dumont. Essa população hoje tem condições de pagar, desde que se torne viável e que a prefeitura faça um contrato e assuma algumas responsabilidades, completou.



