O Departamento de Vigilância Sanitária do município de Guaraniaçu está alertando a população em relação aos casos do vírus da raiva que vêm ocorrendo nos municípios próximos. Nesses últimos dias já foram notificados, na região, quatro casos de raiva bovina e um confirmado de morcego contaminado.
A Vigilância Sanitária tem intensificado o monitoramento de circulação viral. Uma das principais ações é o envio de animais suspeitos da doença neurológica para diagnóstico laboratorial. O objetivo é detectar precocemente e acionar as ações de bloqueio do vírus, para evitar a ocorrência de raiva humana e a disseminação da raiva canina.
Segundo a bióloga do departamento de vigilância, Aline Cruz, a raiva é uma doença causada por um vírus que se manifesta entre os animais. Entre os principais sintomas estão mudança de comportamento, agitação intensa, falta de apetite, febre, convulsões e agressividade. Além disso, o animal tende, geralmente, a procurar por locais escuros.
De acordo com a bióloga Michele Tomkiel, o aparecimento de morcegos positivos ao vírus da raiva em áreas urbanas oferece risco de transmissão da doença para animais domésticos. Assim, quando uma pessoa for agredida por um animal é importante lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar rapidamente uma unidade de saúde para orientação e tratamento preventivo contra a raiva.
A secretaria de Saúde solicita que a população fique atenta, pois há morcegos com potencial de transmissão à população canina, felina, além de bovinos, equinos, caprinos e outros animais.
A colaboração da população é fundamental para evitar que o vírus se espalhe. Por isso, as pessoas que encontrarem animais mortos, cães, gatos ou morcegos com hábitos alterados, voando em tetos ou paredes durante o dia, devem entrar em contato com a Vigilância pelo telefone (45) 3232-1717. Pode ser que estes animais estejam contaminaods.
A Vigilância Sanitária também chama a atenção dos profissionais de campo, alunos de medicina veterinária, médicos veterinários e biólogos que exercem atividades de risco, além de indivíduos que se expõe permanentemente ao risco de infecção. Todos devem receber o esquema de pré-exposição da profilaxia antirrábica humana e realizar também o controle sorológico anual. Ressalta-se, ainda, que todas as pessoas que foram agredidas por morcegos, independente do tempo transcorrido desde o incidente, devem receber o esquema profilático de pós-exposição contra raiva humana, independente da gravidade da lesão.



