Na última sexta-feira (3), durante a madrugada, um micro-ônibus da prefeitura de Catanduvas foi consumido em um incêndio. O veículo zero quilômetro estava estacionado no centro da cidade, aguardando emplacamento e vistoria.
O investimento teria sido de aproximadamente R$ 280 mil, com recursos próprios, e serviria para transportar pacientes até Cascavel, na realização de exames, consultas, tratamentos e internamentos. As investigações da Polícia Civil partiram da análise de câmeras de segurança da praça em que o ônibus estava. Após a identificação do suspeito, o mandado de prisão em flagrante foi expedido. A delegada Cyntia de Barros, responsável pelo caso, informou que o autor confessou o crime e alegou motivação pessoal.
Crime
Com diligências e informações de moradores, foi possível chegar a casa de Ricardo Dalleste Borrilli, de 26 anos. Ele é morador de Catanduvas e já teria sido funcionário público. Há cerca de um ano teria deixado o trabalho de motorista na prefeitura, complementou Cyntia.
Se condenado, Borrilli pode ficar até seis anos em reclusão, com pena agravada por dano ao patrimônio público. A administração também afirmou que pedirá reembolso do valor ao detido e
lamentou o fato, que chamou de ‘barbárie’, uma vez que o veículo prestaria apoio a população proporcionando maior qualidade da saúde e bem estar aos moradores.
Motivação
Em seu depoimento, Borrilli disse que o crime foi por vingança. Segundo ele, seu pai teria morrido por um erro médico, cometido pelos profissionais da Saúde de Catanduvas. Isto aconteceu há cinco anos. Na casa dele foram encontrados ainda restos da preparação da garrafa com gasolina, usada para incendiar o ônibus.



