Quedas do Iguaçu se destacou na geração de empregos em 2025
O Munícipio fechou 2025 com saldo de 306 vagas formais, melhor desempenho proporcional da Cantu, ficando atrás de Laranjeiras em números absolutos
Quedas do Iguaçu, encerrou 2025 com o melhor saldo proporcional de empregos formais entre os municípios da região da Cantuquiriguaçu, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo ministério do Trabalho e Emprego. Entre janeiro e novembro, a cidade somou cerca de 2.900 admissões e 2.594 desligamentos, o que resultou em 306 novos postos com carteira assinada. O desempenho é superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024, quando o saldo foi de 265 vagas.
A análise técnica considera a relação entre vagas criadas e população total. Nesse recorte, Quedas do Iguaçu superou outros centros regionais, ficando atrás apenas de Laranjeiras do Sul em números absolutos, mas à frente no crescimento relativo. No conjunto de municípios que integram a área de influência de Cascavel, a cidade ocupa a 13ª posição em expansão proporcional de empregos formais.
Contexto fiscal e gestão do trabalho
O prefeito Rafael Moura, que assumiu o cargo em janeiro de 2025, afirma que o resultado representa um ponto de virada diante das condições encontradas no início da gestão. Segundo ele, o município começou o ano sem certidões negativas e com passivos financeiros próximos de R$ 23 milhões, o que dificultou a implantação imediata de incentivos e programas de apoio ao setor produtivo.
Moura ressalta que a organização das contas e o planejamento da secretaria municipal do Trabalho foram fatores que ajudaram a dar previsibilidade às ações de intermediação e qualificação profissional. A pasta atua em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), da regional de Dois Vizinhos, na oferta de cursos voltados à indústria, ao comércio e à área de serviços, com foco em demandas locais. A cooperação tem formado profissionais para segmentos com maior capacidade de absorção de mão de obra no município.
Impacto do fechamento industrial e vetores de contratação
O levantamento do Caged indica que o saldo poderia ser maior se não houvesse o encerramento das operações da Millpar/Araupel, no mês de agosto de 2025. O fechamento da unidade provocou a dispensa de cerca de 130 trabalhadores formais, concentrando um pico de desligamentos no período. Ainda assim, a cidade manteve saldo positivo, o que reforça a diversificação setorial da economia local.
A indústria têxtil foi o principal motor de contratações em 2025, com ênfase nas confecções de jeans, que ampliaram produção em escala ao longo do ano. O setor de comércio varejista, atividades de serviços, cadeias do agronegócio e operações logísticas também apresentaram contribuição relevante no fluxo de admissões formais. A recomposição de vagas após agosto, segundo técnicos, mostra que a economia local absorveu parte da mão de obra desligada pela indústria de base florestal, redirecionando trabalhadores para atividades de confecção, apoio industrial e atendimento.
O comportamento recente do mercado de trabalho em Quedas do Iguaçu se distingue do cenário observado no início da década. Em 2022, o município registrou saldo negativo de três vagas formais. Em 2023, o resultado foi de 37 postos a menos. A partir de 2024, a curva se inverteu, com 265 vagas no acumulado até novembro. Em 2025, o saldo de 306 representa o segundo ano seguido de expansão e a melhor marca recente no município.
Perspectivas de 2026
A atualização mais recente do Caged, com dados de novembro de 2025, aponta continuidade do ciclo positivo no mercado de trabalho paranaense e estabilidade no fluxo de contratações em cidades com base industrial leve e cadeias produtivas têxteis. Especialistas do ministério do Trabalho observam que municípios com ações permanentes de qualificação e intermediação tendem a sustentar crescimento relativo do emprego formal nos meses seguintes, desde que mantenham diversidade setorial e programas de formação alinhados à demanda regional.



