Quedas do Iguaçu inicia acolhimento familiar de crianças e adolescentes
Programa coordenado pela secretaria de Assistência Social, já conta com famílias cadastradas para receber menores temporariamente
As primeiras famílias cadastradas no programa ‘Serviço Família Acolhedora’ já iniciaram o acolhimento temporário de crianças e adolescentes em Quedas do Iguaçu. A iniciativa é coordenada pela secretaria de Assistência Social e integra a Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
O programa busca oferecer acolhimento em ambiente familiar para crianças e adolescentes afastados do convívio com a família de origem por determinação judicial, em casos de abandono, negligência ou situações de violência. A proposta substitui o acolhimento institucional em abrigos por lares temporários, com acompanhamento técnico e suporte psicossocial.
A primeira-dama e secretária de Assistência Social, Manu Tensini Moura, afirmou que a implantação do serviço faz parte de uma reestruturação da política social do município. “O Serviço Família Acolhedora é um passo muito importante para garantirmos um atendimento mais humanizado às nossas crianças e adolescentes”, destacou.
Atendimento em ambiente familiar
Segundo a prefeitura, o acolhimento familiar tem como prioridade preservar vínculos afetivos e proporcionar atendimento individualizado durante o período de afastamento da família de origem. O principal objetivo é permitir a reintegração familiar de forma segura e acompanhada pela rede de proteção.
A coordenadora do programa, Andréia Matuczak Kehrwald Corazza, explica que o serviço busca reduzir impactos emocionais causados pela separação familiar.“O serviço é fundamental porque oferece um lar temporário, amoroso e individualizado, substituindo o acolhimento institucional dos abrigos por um ambiente familiar seguro, prevenindo traumas e proporcionando o desenvolvimento saudável e a proteção afetiva”, afirmou.
Ela ressaltou ainda que o acolhimento ocorre por período temporário e segue determinação judicial. “A convivência familiar, mesmo que temporária, proporciona vínculos de afeto, cuidado e segurança, reduzindo danos emocionais e contribuindo para um retorno mais saudável à família de origem ou, quando necessário, à família substituta por meio da adoção”, completou.
Famílias cadastradas e critérios
Atualmente, oito famílias estão cadastradas no programa. A meta da secretaria é ampliar o número para 15 famílias acolhedoras. O município também busca famílias interessadas em acolher adolescentes e grupos de irmãos, considerados os casos de maior dificuldade para encaminhamento.A equipe técnica do serviço é formada pela coordenadora Andréia, pela psicóloga Adelir e pela assistente social Gilvana. Além do acompanhamento especializado, as famílias participantes recebem bolsa auxílio equivalente a um salário mínimo por criança ou adolescente acolhido.
Para participar é necessário morar em Quedas do Iguaçu há mais de um ano, ter entre 21 e 70 anos, apresentar boas condições de saúde física e mental, não possuir antecedentes criminais e ter disponibilidade para os cuidados diários. Também é exigido parecer favorável da equipe técnica e o consentimento dos integrantes da residência.
Outro requisito é não estar inscrito no cadastro de adoção. O município reforça que acolhimento e adoção são processos diferentes. O acolhimento é temporário e pode durar de seis meses a dois anos, enquanto a adoção estabelece vínculo definitivo. “Ser família acolhedora é, antes de tudo, um ato de amor, onde sua família pode fazer a diferença”, afirmou Andréia.
Os interessados podem buscar informações pelo telefone (46) 99904-6747, pelo e-mail familiaacolhedora.qi@gmail.com ou diretamente na sede do programa, localizada na Avenida Tarumã, nº 2001.



