Agrinho 2026 abre concurso com foco em sustentabilidade no campo
Programa do Sistema FAEP reúne 15 categorias para estudantes e professores e reforça ações de educação voltadas ao desenvolvimento sustentável
O Programa Agrinho chega à 31ª edição com o tema ‘Agro forte, futuro sustentável: equilíbrio entre produção e meio ambiente’. Promovido pelo Sistema FAEP, o concurso reúne 15 categorias destinadas a estudantes e professores das redes pública, privada e especial, além de manter ações de formação de docentes e distribuição de materiais didáticos ao longo do ano.
As inscrições seguem calendários diferentes conforme a categoria. O resultado será divulgado em setembro e a premiação ocorrerá em 9 de novembro, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Presente nos 399 municípios paranaenses, o Agrinho atende, a cada edição, mais de 80 mil professores e cerca de um milhão de estudantes da educação infantil, dos ensinos fundamental e médio. Criado em 1995 e implantado no ano seguinte, o programa tornou-se uma das principais iniciativas de educação voltadas ao desenvolvimento sustentável no Estado.
Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o alcance do programa ao longo de três décadas reforça seu papel na formação de novas gerações.
“O Agrinho é um dos maiores orgulhos do Sistema FAEP. Ao longo das últimas décadas, milhões de alunos e professores foram impactados pelas ações. Hoje, parte da população do Paraná é filha do Agrinho, o que desperta orgulho de pertencer ao campo”, afirma. Ele acrescenta que “esse programa é a prova de que o desenvolvimento no campo e a sustentabilidade passam pela educação”.
Programa ampliou alcance e atualizou conteúdos
Nas primeiras edições, o Agrinho tratava principalmente de temas ligados ao meio ambiente, saúde e cidadania. A partir de 2000, passou a adotar uma abordagem interdisciplinar, incorporando assuntos como ética, inovação e tecnologia, além de reforçar a relação entre o meio urbano e o rural.
De acordo com a consultora do Sistema FAEP, Patrícia Lupion Torres, a atualização constante dos materiais é um dos fatores que explicam a permanência do programa.
“Começamos o Agrinho atendendo apenas cinco municípios, e hoje estamos em todo o Paraná. Sem dizer que o programa também está presente em outros Estados, como Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rondônia e Ceará”, destaca.
Ela afirma que os materiais didáticos são revisados a cada quatro anos para acompanhar mudanças na sociedade. Segundo Patrícia, durante a elaboração da edição de 2016, o programa já discutia o uso da inteligência artificial antes da popularização da tecnologia.
Trabalhos nascem em sala de aula
O concurso começa com a divulgação do tema e do regulamento. Em seguida, as escolas recebem materiais didáticos, também disponíveis em formato digital, para orientar professores e estudantes.
Ao longo do ano letivo, os conteúdos desenvolvidos em sala dão origem aos trabalhos inscritos. Entre as categorias estão desenho, redação, experiência pedagógica, Escola Agrinho e Município Agrinho. Em parceria com a Secretaria de Estado da Educação, o concurso também contempla modalidades de robótica, programação, agrorobótica e relatório de pesquisa.
A técnica do Departamento de Desenvolvimento de Oferta do Sistema FAEP, Josimeri Grein, explica que os projetos partem da realidade de cada comunidade escolar.
“O professor olha para a turma e para a realidade da comunidade ao redor e define a temática mais presente naquele universo”, afirma.
Segundo ela, atividades iniciadas com perguntas simples podem resultar em ações práticas que ultrapassam os limites da escola. Em um dos exemplos citados, um trabalho sobre o destino da água da chuva evoluiu para atividades envolvendo alunos, comunidade e poder público, culminando na recuperação de uma nascente.



