Paraná esclarece 72% dos homicídios e fica entre líderes do país
Levantamento do Instituto Sou da Paz coloca o Estado na 4ª posição nacional em resolução de homicídios registrados entre 2022 e 2023
O Paraná alcançou uma média de 72% de esclarecimento dos homicídios registrados entre 2022 e 2023, segundo o levantamento mais recente do Instituto Sou da Paz. O índice coloca o Estado na 4ª posição nacional entre as unidades avaliadas pela capacidade de identificar autores de crimes contra a vida.
O percentual paranaense supera o de outros estados populosos, como São Paulo, que registrou 40%, e Rio de Janeiro, com 23%. Santa Catarina chegou a 65%. A metodologia usada pelo instituto permite comparar a capacidade de investigação dos estados a partir dos casos de homicídio.
Metodologia considera investigações concluídas
Além do levantamento nacional, a Polícia Civil do Paraná acompanha os resultados das investigações por um método operacional diferente, semelhante ao adotado pelo FBI, nos Estados Unidos. Nesse modelo, entram todos os homicídios solucionados no período, inclusive aqueles registrados em anos anteriores.
Em 2025, a Polícia Civil paranaense solucionou mais homicídios do que o total de novos casos registrados naquele ano. A taxa chegou a 103%. O percentual acima de 100% ocorre porque investigações antigas também podem ser concluídas durante o período analisado.
O trabalho envolve delegados, investigadores, papiloscopistas e escrivães, que compartilham informações e utilizam ferramentas de inteligência para identificar suspeitos e avançar nas apurações.
Investimentos ampliam estrutura policial
Os indicadores acompanham o aumento dos recursos destinados à segurança pública. O orçamento da Secretaria de Estado da Segurança Pública passou de R$ 4,13 bilhões, em 2019, para R$ 6,42 bilhões em 2025.
Entre os equipamentos incorporados está um conjunto de 27 aparelhos capazes de detectar impressões digitais em locais de crime sem o uso de produtos químicos. Os dispositivos produzem imagens em alta resolução e permitem integrar os dados aos bancos policiais.
A estrutura da Polícia Civil também mudou com a criação da Polícia Penal e a retirada de cerca de 12 mil presos das delegacias. Com isso, equipes e espaços antes destinados à custódia puderam ser direcionados à investigação criminal.
Na área operacional, a frota aérea das forças de segurança passou de duas aeronaves, em 2019, para 20 atualmente. Entre os equipamentos estão helicópteros com câmeras termais e sistemas de comunicação para apoiar as equipes em solo.



