Wellington César Lima e Silva assume Ministério da Justiça
Advogado-geral da Petrobras, jurista substitui Ricardo Lewandowski após decisão do presidente Lula; nome foi oficializado em edição extra do Diário Oficial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para comandar o ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele ocupa a vaga deixada por Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na semana passada. A decisão foi anunciada no início da noite de ontem (13), após reunião no Palácio do Planalto.
A nomeação foi confirmada por interlocutores do governo e publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Participaram do encontro o presidente da República, o novo ministro e o então titular interino da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto. Em publicação na rede social X, Lula agradeceu ao antecessor. O presidente destacou o trabalho de Lewandowski à frente do ministério e desejou sucesso ao novo titular da área.
Trajetória no setor público
Wellington César Lima e Silva já ocupou o cargo de ministro da Justiça por um curto período durante o governo Dilma Rousseff. Também foi secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República entre 2023 e julho do ano passado, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras.
Antes disso, teve atuação de destaque no Ministério Público da Bahia. Foi procurador-geral de Justiça do Estado, indicado pelo então governador Jaques Wagner, período em que participou de ações voltadas ao enfrentamento do crime organizado. Também exerceu a função de procurador-geral de Justiça adjunto para Assuntos Jurídicos.
Desde a saída de Lewandowski, o nome de Wellington César vinha sendo defendido por parlamentares baianos. Ele contava com o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner, ambos aliados próximos do presidente Lula. O jurista chegou a ser cogitado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, antes da escolha de Jorge Messias.
Desafios da pasta
Formado em Direito, Wellington César possui mestrado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Também concluiu os créditos do doutorado na mesma área pela Universidade Pablo de Olavide, na Espanha. Atuou como professor em cursos de graduação e pós-graduação.
A troca no comando do ministério ocorre em meio ao aumento da atenção do governo federal ao tema da segurança pública. O país enfrenta a expansão de organizações criminosas e episódios de violência ligados a disputas entre facções, cenário que tem mobilizado autoridades federais e estaduais.
Estão vinculados ao ministério da Justiça e Segurança Pública órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional, acionada em situações de crise nos estados. Nos bastidores, a saída antecipada de Lewandowski também foi associada à retomada de discussões no governo sobre a possível divisão da pasta em dois ministérios, um da Justiça e outro da Segurança Pública, modelo adotado em gestões anteriores.



