Do campo à banca: Mercado Municipal impulsiona produtores locais
Gerido pela AFELAR, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, o Mercado Municipal de Laranjeiras se consolida como um dos principais pontos de valorização da agricultura familiar no município. O espaço reúne produtores locais e garante ao consumidor acesso direto a alimentos frescos, além de produtos artesanais e agroindustrializados.
Com infraestrutura organizada em boxes e áreas de exposição, o mercado abriga hortifrúti, pães, bolos, massas, compotas, conservas e artesanato. Atualmente, mais de 32 associados, todos com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo, participam da feira, fortalecendo a produção local.
Ponte entre campo e cidade
Segundo o engenheiro agrônomo da secretaria de Agricultura de Laranjeiras, Samuel Fausto, responsável pelo mercado, o objetivo central é encurtar a distância entre quem produz e quem consome. “É um dos principais canais de escoamento da produção, garantindo renda justa e contato direto com o público”, afirma.
Além da comercialização, a organização coletiva permite que os produtores acessem programas institucionais, ampliando a geração de renda. Para a comunidade, o reflexo está na oferta de alimentos saudáveis, de procedência garantida, e no fortalecimento da economia local.
Entre oportunidades e desafios no campo
A rotina dos feirantes evidencia tanto a força quanto os desafios da produção familiar. O agricultor Eudes Kieling, da região do Rio Laranjeiras, participa da feira quatro vezes por semana e destaca a importância da proximidade com o consumidor. “É uma oportunidade de levar produtos frescos direto para quem valoriza o que vem do campo”, afirma. Ao mesmo tempo, ele ressalta as limitações impostas pelo clima. “Nem sempre é possível vender todos os dias. Períodos sem chuva, muito secos, prejudicam diretamente o plantio das hortaliças”, relata.
A mesma realidade é enfrentada por Marcos Eugênio Dal Magro, da Linha das Torres, que aposta na produção orgânica como diferencial. “Trabalho com hortifrúti orgânico e isso reforça o compromisso com a qualidade e a saúde de quem consome”, diz. Ele também aponta os desafios estruturais e climáticos. “Além do clima não favorecer em alguns períodos, toda a água utilizada na irrigação vem de rios da propriedade, já que na nossa linha não há poço artesiano”, explica. Marcos é atualmente um dos únicos produtores com certificação orgânica na feira.
Para Elisabete Peschisky, da Linha Barro Preto, o mercado representa confiança e complemento de renda. “As pessoas sabem da procedência e isso faz diferença”, afirma. Já Bruna Lima, da Linha 8 de Junho, aposta no frescor como diferencial. “Tudo é colhido no mesmo dia, garantindo qualidade para quem consome”, diz.
Expansão e fortalecimento
O Mercado Municipal também avança em melhorias estruturais e logísticas, buscando ampliar a qualidade e a diversidade dos produtos ofertados. Entre as ações, estão eventos sazonais e iniciativas de promoção agrícola, como o 1º Concurso do Morango da Cantuquiriguaçu, com apoio da parceria entre a prefeitura municipal, UFFS, IDR-PR e AFELAR, previsto para agosto.
Com apoio contínuo do poder público, o espaço se mantém como referência para a agricultura familiar e desenvolvimento sustentável. “Ao comprar aqui, o consumidor apoia diretamente o produtor rural e fortalece a economia do município”, conclui Samuel Fausto.
A participação no mercado é condicionada ao atendimento das normas da associação e às exigências sanitárias vigentes, com adesão realizada por meio da Secretaria de Agricultura ou da AFELAR. A organização também mantém ações periódicas e planejamento de atividades ao longo do ano, voltadas à comercialização e à promoção da produção local.



