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Coronel Vivida implementa abordagem que previne dificuldades na aprendizagem

O RTI muda o paradigma do modelo curativo para o preventivo, atuando de forma auxiliar e colaborando para o desenvolvimento funcional das crianças

A secretaria de Educação de Coronel Vivida, em parceria com a psicóloga Emanuelle Luana e a fonoaudióloga Nathalyê Cestonaro, está implantando um projeto piloto do Modelo de Resposta à Intervenção (RTI) na rede municipal de ensino.

Modelo
Nathalyê explica que RTI é uma abordagem multicamadas, com base em pesquisas e evidências científicas, que busca prevenir e remediar dificuldades de aprendizagem. “É um modelo inovador que tem potencial para fazer a diferença na vida de muitas crianças. Estamos muito felizes em poder implementá-lo em Coronel Vivida”
Emanuelle destacou a importância do modelo. “O RTI nos permite mudar o paradigma do modelo curativo para o preventivo. Podemos atuar de forma a auxiliar nos processos educacionais e colaborar para o desenvolvimento funcional e pleno das crianças”, destaca.

Detecção precoce e intervenção

O RTI se baseia em três pilares:

  • Identificação Precoce: Através de avaliações individualizadas e coletivas, os alunos com dificuldades de aprendizagem ou comportamentais são identificados.
  • Monitoramento do Progresso: O progresso dos alunos em risco é acompanhado de forma contínua, com o objetivo de prevenir o desenvolvimento de dificuldades.
  • Intervenções Graduadas: São oferecidas intervenções em diferentes níveis, personalizadas de acordo com a resposta individual de cada aluno.

Objetivos do Projeto

  • Segundo Nathalyê e Emanuelle, o projeto RTI em Coronel Vivida tem como objetivos:
  • Diminuir o número de alunos com atraso de aprendizagem.
  • Reduzir a incidência de diagnósticos equivocados.
  • Intervir de forma preventiva e colaborativa no processo educacional.
  • Aumentar a média das escolas nas avaliações externas de rendimento escolar.

Resultados
A fonoaudióloga Nathalyê explica que, em 2023, o projeto piloto foi realizado em três escolas: Tiradentes, Santa Lúcia e Juventino Rufatto. De acordo com ela, na primeira avaliação, realizada em agosto, 34 crianças foram identificadas no grupo de risco na aprendizagem. Já na reavaliação, aplicada em novembro, esse número reduziu para 10.

Perspectivas futuras
A psicóloga Emanuelle apresenta os planos para este ano. “Foi decidido junto à secretaria de Educação que o projeto será expandido para mais três escolas, sendo elas, Dr. Ulisses Guimarães, São Cristóvão e Escola Rural Maria Da Luz “. Além disso, ela destacou que a segunda camada do RTI será implementada, com intervenções em grupos menores para os alunos que ainda apresentam dificuldades. “Temos muito mais informações sobre o projeto e estamos à disposição para compartilhar e discutir sobre o material utilizado e a sequência nos próximos meses. A ideia é que este projeto piloto se torne institucional em todas as escolas do nosso município”, finaliza.