Bituruna pode ser eliminado da Série Prata por escalação irregular. Caso é confuso

O Bituruna, que conquistou a vaga para a semifinal da Série Prata, pode ser punido, perder pontos e ser eliminado

O Bituruna, que conquistou a vaga para a semifinal da Série Prata, pode ser punido, perder pontos e ser eliminado do certame. O fixo Vagnão teria atuado irregularmente pela equipe após ter sido suspenso por três jogos. Ele cumpriu apenas a suspensão automática. Isto é, atuou em desacordo com o regulamento em duas partidas. 


O caso

Vagnão foi expulso no jogo contra o CAD, em Guarapuava, no dia 16 de setembro. A expulsão ocorreu após o jogador acertar com o braço o atleta adversário. A infração rendeu um julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). O fixo foi punido com três partidas de suspensão, mas cumpriu só uma. 

Parece incrível, mas o caso só veio a tona após o fim da última rodada da 2ª fase, no sábado (7). O Bituruna e o jogador afirmam que não sabiam desta punição e que, portanto, não chegaram a enviar um advogado para fazer a defesa no julgamento. 

A resolução para a confusão pode estar no ex-técnico do clube, César Mandryk. Após subir o clube de divisão, ele teve um início ruim na Série Prata, com quatro derrotas e um empate em cinco jogos. De acordo com a diretoria, era César quem recebia os e-mails de notificações da Federação Paranaense de Futebol de Salão. Com o desligamento, o presidente Allan diz ter comunicado à entidade que passaria a ser o destinatário dessas mensagens. No entanto, conforme o próprio mandatário admite, não se tratou de uma solicitação formal. 

César Mandryk disse ao Correio do Povo, na tarde de segunda-feira (9), que excluiu a conta de e-mail quando deixou a equipe e que não sabia da punição de Vagnão. O treinador informou também que o diretor Fábio Blaka seria o outro destinatário dos e-mais do clube. Este, informou que Fábio não recebeu a notificação. 

Diante disso, Vagnão cumpriu, como de praxe, a suspensão automática na partida seguinte, na derrota por contra o Mariópolis. O resultado do julgamento veio após o início da 2ª fase e, portanto, o fixo deveria ter cumprido os dois jogos seguintes de punição na derrota para o Mariópolis e na vitória contra o Pitanga, disputadas, respectivamente, nos dias 17 e 24 de outubro. 

Agora, em julgamento agendado pelo TJD-PR para o dia 17 de novembro, o Bituruna pode perder nove pontos na competição – os três conquistados sobre o Pitanga e os demais como punição pelas duas partidas em que o jogador atuou irregularmente. Se isso ocorrer, o clube perde a vaga na semifinal. 

A Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS) argumentou que o cadastro de cada clube costuma ser renovado a cada ano e que mais de uma pessoa do clube fica encarregada de receber os documentos oficiais. Segundo o assessor jurídico da entidade, Eduardo Vargas, se comprovada a atuação indevida de Vagnão, o Bituruna precisará provar que informou formalmente à FPFS sobre a alteração do destinatário dos e-mails. 


Parte interessada

O Mariópolis disse à reportagem que, apesar da denúncia do caso partir da Federação, enviará um representante ao julgamento, para participar como parte interessada. O time do Sudoeste pode herdar a vaga na semifinal.