Há 20 meses sem vitória, São José coloca em cheque representatividade da região de Curitiba na Série Ouro

Tigre não vence desde novembro de 2019. No ano passado, a anulação do rebaixamento livrou a equipe, que não venceu nenhum dos 11 jogos que fez em 2021

Por Juliam Nazaré

Dono da pior campanha da Série Ouro, o São José dos Pinhais vive um jejum de vitórias que se aproxima de dois anos. São 622 dias sem vencer. Nesta edição do Paranaense de Futsal, a equipe está virtualmente eliminada e terá que conquistar uma sequência de resultados que há muito não alcança para escapar do rebaixamento.

O derradeiro triunfo


A última vitória do time da região metropolitana de Curitiba ocorreu no dia 8 de novembro de 2019. Foi um 6×4 contra o São Miguel, em duelo válido pela fase de grupos da Taça FPFS. No estadual, o jejum é maior: desde 23 de setembro. Nesta data, o São José venceu, em casa, o Umuarama por 4×2. Era a última rodada da 1ª fase e a vitória garantiu a permanência do clube na elite.

Escapou em 2020, escapará em 2021?


Desde então, as coisas andam complicadas para a equipe. Em 2020, o time perdeu todos os seis jogos que fez na 1ª fase da Série Ouro e deveria disputar o hexagonal do rebaixamento. Mas, em razão da pandemia, a Federação Paranaense de Futebol de Salão (FPFS) cancelou o descenso e o São José permaneceu.
Como consequência, para 2021 a entidade rebaixará quatro em vez de dois clubes. O Tigre já realizou 11 dos 15 jogos da 1ª fase. Perdeu 10 e empatou um. Praticamente eliminado, aguardará um dos desclassificados na 2ª fase para fazer os dois jogos eliminatórios que definirão a sobrevivência ou a ida para a Série Prata. “O jejum pesa mais pois o elenco é novo e, além da camisa, existem pessoas envolvidas que estão trabalhando”, lamenta Igor Poffo.

Carga pesada sobre jovens jogadores

João: destaque do São José foi contratado pelo São Miguel, da Série Prata. Foto: Juliam Nazaré


Igor comanda a equipe principal do São José desde 2020, mas trabalha no clube há oito anos. Ele conta que diante das dificuldades financeiras impostas pela pandemia, o clube tem apostado em jogadores jovens da região. A média de idade do atual plantel é de 18,5 anos. “Trabalhamos com todas as categorias de base”, explica.


Apesar dos resultados ruins, o São José já conseguiu fazer boas apresentações em 2021. Prova disso é que alguns garotos chamaram a atenção de outros clubes. É o caso do fixo João, de 21 anos, que foi contratado pelo São Miguel, da Série Prata. Mateus Minatti foi para o Palmas, Luan se transferiu para o Apucarana e Gabriel Gonçalves migrou para o futsal paulista.

Reforços


Para a reta final da competição, a diretoria trouxe dois reforços: Léo Prestes e Luiz Fernando, de 21 e 26, respectivamente, ambos com passagens pela Aaema, de Mariópolis.
Eles devem estrear diante do Toledo, no sábado (24). “É um momento difícil. A nossa cabeça está em cada jogo. Temos jogado bem, mas não pontuamos, então talvez seja o momento de ganhar jogando mal. O campeonato será decidido no play-off, mas não estamos esperando isso”, diz Igor.

São José é Curitiba no futsal


O treinador argumenta que o São José exerce importante papel no cenário do futsal paranaense. “Curitiba está carente de espaço na modalidade e nós temos sido um personagem relevante nessa represantividade”. O São José é o único integrante da região da capital, além de ser um dos únicos entre as três divisões – existem outros três (Apaf de Paranaguá e Fazenda na Série Prata e Colombo na Série Bronze).
Os quatro adversários do clube ainda nesta 1ª fase da Série Ouro serão: Ampére, fora, dia 24 de julho; Foz Cataratas, fora, em 26 de julho; Dois Vizinhos, em casa, no dia 6 de agosto e o Marreco, em Francisco Beltrão, em 27 de agosto.