Caso Alice Drabeski: “Ela jamais aceitaria levar um tapa que fosse e foi morta covardemente”, dizem pais

Hoje (5), completa sete dias da morte da jovem laranjeirense de 19 anos, Alice Drabeski. Ela foi baleada na cabeça.

Hoje (5), completa sete dias da morte da jovem laranjeirense de 19 anos, Alice Drabeski. Ela foi baleada na cabeça. Como o tiro atingiu a nuca da jovem, a suspeita inicial de que poderia se tratar de um suicídio foi logo descartada. Assim que a Polícia Civil questionou o namorado de Alice, sobre o que tinha acontecido, ele acabou confessando que atirou contra ela. Na versão do namorado, um adolescente de 16 anos, o tiro foi acidental. Ele disse estar “brincando”, e que não sabia que a arma estava carregada. Alice chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. 

Desabafo 

Os pais de Alice, Sr. José e Sra. Rosane, inconformados com a precoce morte da filha, falaram com exclusividade ao Correio do Povo. 

A mãe, muito emocionada, conta como Alice era uma menina trabalhadora. “Ela tinha seus sonhos como toda menina dessa idade e sempre foi batalhadora. Agora fica apenas a lembrança”. 

Rosane afirma que o objetivo da família é que a morte precoce e trágica da jovem, sirva de exemplo e lição. “Queremos que os jovens entendam e pensem, pensem muito, pois existem muitas outras maneiras de resolver as coisas, não precisa nunca chegar ao ponto em que chegou com nossa filha”. 

Com o coração dilacerado, a mãe de Alice busca em Deus o consolo, para segunda ela, dar paz para sua jovem filha. “Eu não sou ninguém para julgar e não desejo o mal para ninguém. Agora ela está lá no céu e quando entreguei ela lá no hospital eu pedi para nosso pai do céu, que se fosse para ela ficar paralisada ou sofrendo em uma cama, que Ele que a levasse”. 

Alerta 

O pai de Alice, acredita que o caso de sua filha pode servir como alerta para moças e mulheres que sofrem em relacionamentos. “Até quando vamos ver e assistir mulheres sendo mortas? Eu conhecia minha filha, ela era muito forte e corajosa, ela jamais aceitaria levar um tapa que fosse. Ela morreu com um tiro na nuca, covardemente”. 

José conta que o namoro começou errado e terminou de forma trágica e que não entende como chegou a esse ponto. “Eu não conhecia o rapaz. Os namorados anteriores foram em minha casa pedi-la em namoro, mas esse não. Sou um homem muito humilde e jamais iria expulsá-lo”. 

Sofrimento 

“Sempre coloquei a minha filha nas mãos de Deus, por que a gente ensina a falar, comer, andar, ir pra escola, mas quando eles crescem, nós pais infelizmente não conseguimos estar com os filhos todo o tempo”, diz Rosane. 

O pai desabafa dizendo que o sofrimento é imenso que tem certeza que a mãe do assassino também está sofrendo. “Peço de forma humilde que se coloque em nosso lugar, se fosse o inverso, se fosse a nossa filha quem tivesse atirado, qual seria a dor?” 

José lembra que além de tudo, quem tirou a vida da Alice é menor e não vai nem responder como adulto pelo crime. “Minha maior revolta é contra as leis, do jeito que é a justiça nesse país, fica fácil matar”. 

Quando perguntados sobre a possibilidade de um dia perdoar o assassino, eles disseram que só depende dele. “Quem sabe um dia, se ele se arrepende de coração. Mas no momento dói muito e vai doer por muito tempo ainda”. 

A avó de Alice, Dona Eva, lembra que a moça era muito atenciosa e passava pelo menos três dias da semana na sua casa. “Ela cuidava de mim, me fazia companhia desde que fiquei viúva. Ela dizia sempre que eu tinha que me cuidar, que não podia desleixar com a autoestima. Ela fazia minhas unhas, arrumava meu cabelo. Sempre minha companheira. Dói muito, não tenho palavras para descrever”. 

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