Com a diminuição de casos, o que acontece com os leitos de UTI do Hospital São José?

Diretora Marly Maçaneiro revela que o Instituto busca novo convênio para UTI geral e conseguirá manter os leitos com recursos próprios até dia 11 de fevereiro

Por Thamiris Costa

Na tarde desta quinta-feira (13), o Instituto São José (ISJ), de Laranjeiras do Sul, promoveu uma coletiva de imprensa para divulgar os trâmites legais a respeito do que será feito com a UTI Covid-19, aberta em março de 2020. Isto porque, ainda no final de dezembro, a Secretaria de Saúde do Estado (SESA) anunciou que, a partir de 1º de janeiro, todos os leitos de enfermaria de Covid deveriam ser desativados. O Ministério da Saúde também solicitou desabilitação de todos os leitos de UTI até o dia 31 deste mês.

O comunicado considerou a baixa que houve na demanda, tanto em ocupação dos leitos quanto de atendimentos; orientando ainda que, caso haja ainda algum caso confirmado ou suspeito, o paciente seja internado em qualquer leito geral. Outra mudança acrescentada refere-se a nova forma de custeio do espaço, que deverá ser somente por leito ocupado. Atualmente, o Ministério da Saúde destina R$ 460 para cada paciente.

“É necessário um complemento, já que o hospital conta com outros gastos, como médicos, técnicos e enfermeiros disponíveis 24 horas. Além das medicações dos adoentados. Para manter a UTI funcionando, é necessário um custo fixo”, ressalta a diretora administradora do instituto, Marly Maçaneiro.

Por que manter o leito?

Depois de um levantamento realizado pelo ISJ acerca dos atendimentos realizados na UTI nesses quase dois anos, a instituição tomou a decisão de manter os leitos de Covid-19 com recursos próprios até o dia 11 de fevereiro. “Nesses últimos anos recebemos um total de 1.539 pacientes. Destes, 450 vieram de todo Estado, na qual mais de 50% pertenciam aos municípios da Associação Intermunicipal de Saúde do Centro Oeste do Paraná (Assiscop)”, prosseguiu Marly.

O contexto demonstra que a demanda por uma UTI geral é latente, já que o hospital abrange uma região que possui uma média de 100 mil habitantes. Muitas famílias precisam se deslocar até Guarapuava ou Curitiba quando ocorre algum acidente grave, como AVC ou infarto. Ter acesso a um atendimento especializado por perto é essencial para salvar vidas.

“Já que temos leitos qualificado, com recursos que vieram da SESA, próprios e do Ministério da Saúde – que conseguimos com o auxílio dos municípios, entendemos a necessidade de buscar ajuda de todos – prefeitos, deputados e vereadores -, para conseguir um novo convênio que mantenha o custeio do ISJ”, explicou a diretora.

Ações

Segundo a diretora, o hospital participou de uma auditoria em dezembro e agora preparou uma documentação para a 5ª Regional de Saúde. Também houve um encontro com o prefeito Berto Silva, que se comprometeu em fazer uma reunião no início de fevereiro, para que o Instituto possa um relatório com um custo do paciente em UTI geral.

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