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Como o exemplo dos pais influenciam na escolha de carreira dos filhos

Nesta data especial o Correio do Povo entrevistou empresários de Laranjeiras que reforçam a tradição da passagem de profissões de geração em geração

Os laços entre pais e filhos são fortes e influenciam a vida e escolhas de uma pessoa. Incentivando, ensinando e aprendendo mutuamente. A relação que se firma, cresce, principalmente com pais presentes na vida dos filhos. Um pai representa muitas coisas e é comum crianças dizerem que querem ser iguais a eles quando crescerem. A influência começa por meio de uma conversa, de um ensinamento e se fortalece com o exemplo.

Uns querem ser como eles, reproduzir atitudes, e até seguir a mesma profissão. Segundo uma pesquisa do LinkedIn, pais estão entre as maiores influências na vida de uma pessoa na hora de escolher a carreira.

Em nossa região é possível encontrar diversos exemplos de filhos que seguiram o mesmo caminho que seus pais. Para este Dia dos Pais, entrevistamos empresários de Laranjeiras que reforçam a tradição da passagem de profissões de geração em geração.

Influência

Thiago Lodi, dono da Lodi Casa do Ciclista, seguiu os passos do pai. “Desde que me conheço por gente estou dentro de uma loja de bicicleta”, conta. “Saí da cidade para estudar, continuei trabalhando em uma loja de bike em Cascavel, mas acabei voltando para Laranjeiras. A paixão pela bike falou mais alto”.

O gosto pelo ciclismo se desenvolveu pelo cotidiano dentro de uma loja de bicicletas, fator fundamental para a escolha de sua profissão. “A bike me influenciou”, relata Thiago. “É um esporte, um trabalho e lazer. Tive sorte de meu pai ter iniciado um empreendimento tão completo e satisfatório. Sempre gostei de bicicleta e de trabalhar com ela. Toda criança quer sua primeira bike, eu quis até a vida adulta”.

Seu pai Antonio Osmar Lodi, esteve à frente da loja por 34 anos. “O ciclismo é parte do nosso cotidiano”, afirma Antonio. “Meu filho cresceu dentro da empresa, desenvolveu curiosidade e interesse em trabalhar no ramo”.

Vendo que o filho já estava inteirado no negócio, Antonio passou o comando da Lodi para ele. “Com a pandemia, diminuí minha frequência na loja, pensando na minha saúde. Então decidimos que seria a hora do Thiago administrar a empresa. Hoje, ele também é atleta nesse esporte tão promissor”, destaca.

“Tive sorte de meu pai ter iniciado um empreendimento tão completo e satisfatório”, diz Thiago Lodi (na foto, ao lado do pai Antonio)

Incentivo

Desde pequeno, o médico veterinário Everton Beê, conviveu com animais, por conta da profissão do pai Osvaldo Beê, o Dinho da Agroveb. Após terminar o ensino médio, Everton estudou e se formou em Biologia. “Percebi que não era o que queria”, disse Everton. “Conversei com minha família e expressei o desejo de cursar medicina veterinária. Eles me apoiaram desde o começo. Meu pai ficou muito feliz por eu seguir os passos dele”, ressalta.

Em seu primeiro ano de graduação, Everton conseguiu estágio remunerado em um hospital veterinário, onde atuou até terminar a formação. “Depois de formado, trabalhei no hospital por mais um ano, revezando entre Laranjeiras e Cascavel. Mas decidi voltar para Laranjeiras e seguir o legado do meu pai”.

Dinho entrou na profissão por intermédio de um primo, que cursava Medicina Veterinária no Rio Grande do Sul e o convidou para estudar lá. O gosto em comum pela área tinha sido gerado na relação com o pai. “Ele trabalhava em uma agropecuária. Eu sentia que já estava inserido na profissão. Me formei e continuei no ramo”, relata Dinho. 

Dinho conta que no início seu filho Everton não tinha certeza sobre a profissão. “Não estava bem definido o que ele queria, mas quando percebeu que era sua vocação eu dei forças, aconselhei, sempre interagindo e incentivando. Alavanquei a escolha dele. A clientela, assim que formada, também foi um estímulo para a satisfação no que ele fazia”.

A todos os pais, Dinho deixa um recado: “Deixem seus filhos manifestarem sua vocação”, destaca. “Se possível é bom fazer um teste vocacional. Hoje os filhos se formam muito cedo. Às vezes não estão maduros o suficiente. Podem escolher a profissão errada e se frustram no futuro. Não forcem seus filhos a seguirem a sua profissão. Eu fui privilegiado porque meu filho escolheu a mesma área que a minha e tem tido sucesso” finaliza Dinho.