Depressão infantil: entenda o que caracteriza a doença

A psicóloga Fernanda Bonini, explica que ao contrário do que muitos pensam, crianças também sofrem deste mal

A depressão infantil é uma doença cada vez mais comum, mas mesmo assim ainda passa despercebida pelos pais. A depressão seja infantil ou adulta, não tem apenas uma causa e os sintomas são variados.
Segundo a psicóloga Fernanda Bonini, a apresentação dos sintomas depende da idade e do nível de maturidade da criança. “Entender o que é comportamento normal e o que caracteriza a doença dependem do contexto em que os sintomas aparecem, e quais foram os prejuízos causados por eles, pois podem ser confundidos com timidez excessiva’’.


Identificação
A psicóloga explica que para facilitar e identificar a doença é preciso entender os possíveis gatilhos que podem levar uma criança a desenvolver a depressão como: situações traumáticas, rejeições, violências domésticas ou escolar, distância de um dos genitores causada principalmente em função da separação dos pais, morte de algum familiar e até o próprio estresse causado por uma rotina repleta de atividades. “Somos seres biopsicossociais, isso quer dizer que o desenvolvimento da depressão infantil pode vir desde uma predisposição genética e biológica, até o contexto social e comunitário no qual esta criança está inserida’’.
Fernanda afirma que é necessário ficar atento a sinais como: dificuldade de aprendizagem, humor deprimido ou irritável, diminuição de interesse ou prazer nas atividades diárias, alterações bruscas de peso ou apetite, insônia ou sono excessivo, falta ou perda de energia, sentimentos de pouco valor, culpa excessiva, falta de concentração, dificuldade para pensar, ideias de morte ou suicídio, auto mutilação, surgimento de fobias, busca pelo isolamento ou dificuldade em ficar sozinho, enurese ou ecoprese (xixi ou coco na cama ou na roupa).


Tratamento
Conforme a psicóloga, a primeira atitude a ser tomada é a família se conscientizar que ela é a parte mais importante para o tratamento e cura da criança, e para isso precisa estar à disposição para mudar alguns comportamentos e dinâmicas do dia a dia, pois todos os integrantes, na grande maioria das vezes, também pode estar precisando de “tratamento”.
Ela ressalta ainda a importância da ajuda de um profissional capacitado no caso da depressão infantil. “Esse profissional é um psicólogo que irá identificar as possíveis causas, e as principais formas de ser trabalhado com a criança, irá indicar se há necessidade de procurar ajuda de um psiquiatra infantil ou pediatra, caso seja necessário intervenções medicamentosas e até algumas terapias alternativas para ajudar no andamento do tratamento”.
“Os pais devem se munir de uma dose extra de amor para compreender o momento delicado em que a criança está passando e oferecer apoio para entender o problema’’, completa a psicóloga.
 

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