Osteopatia: o método que atua no tratamento de dores sem medicamento

Para a fisioterapeuta em especialização, Vanessa Martim, a prática é indicada para tratar inúmeras patologias. “Entre os benefícios principais, ela corrige e recupera lesões, além de promover o equilíbrio global do corpo”

A osteopatia é um sistema de tratamento para aliviar dores, corrigir disfunções, recuperar lesões músculos esqueléticos e alterações orgânicas em geral. De acordo com a Escuela de Osteopatia de Madrid Brasil (EOM), essa metodologia foi desenvolvida pelo médico americano Andrew Taylor Still, ainda no século XIX. Possui uma abordagem própria, com diagnóstico e tratamento baseado na anatomia, fisiologia e patologia do corpo humano. No Brasil, o fisioterapeuta é quem pode fazer a especialização para se tornar osteopata.

Finalidade
Do ponto de vista osteopático, a alteração de mobilidade tecidual participa do comprometimento da função não só do tecido disfuncional, mas também de todo o organismo que com ele interage, então, o foco da osteopatia está na origem da dor, que pode ser ocasionada por sedentarismo, má postura, esforço intenso, estresse, entre outros. A fisioterapeuta em especialização, Vanessa Martim, relata que a técnica é um sistema de tratamento que ajuda aliviar dores. “Corrige e recupera lesões, além de promover um equilíbrio global do corpo”.

Benefícios
A metodologia emprega o conhecimento de forma profunda, passando pelo sistema músculo esquelético, visceral, craniana e metabólico, assim, com a intervenção manual sobre os tecidos, a osteopatia busca restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais, promovendo a tendência natural do corpo à regulação e autocura.
Para Vanessa, a técnica tem inúmeros benefícios. “Melhora da mobilidade das articulações, alívio de tensões musculares, redução e restauração de dores e melhora do funcionamento circulatório do corpo”.
Ela afirma que os tratamentos são para inúmeras patologias e dores. “Desde dores de cabeça, enxaqueca, bruxismo, dor na cervical, ombro, coluna, nervo ciático, hérnias de discos, entorses, lesões musculares e esportivas, cólicas menstruais, problemas vasculares, até tratamentos preventivos”, relata a profissional.

A sessão
A fisioterapeuta explica que o procedimento é realizado em várias etapas e cada uma é de suma importância para o resultado final. “Inicialmente é realizado uma avaliação onde o profissional, identifica as possíveis causas das dores, em seguida, utilizando todo o conhecimento e o raciocínio osteopático, em seguida, utiliza-se de técnicas únicas para promover um tratamento que visa restaurar os sintomas desse paciente”.
Ela atenta que a sessão de tratamento dura em média uma hora, e o tempo de terapia varia dependendo do grau da lesão, assim como o estágio agudo ou crônico que o paciente se encontra no momento da consulta. “Em muitos casos é possível notar bons resultados e significativa melhora na primeira sessão, porém, como os organismos respondem de forma diferentes, pode ser necessário mais sessões para determinado caso. Como o acompanhamento de cada paciente é único, no momento da avaliação é repassado todas as informações pertinentes.”, destaca a profissional.
Para bebês
Apesar de trazer bons resultados em adultos, os bebês são particularmente receptivos a essa técnica, que geralmente produz efeitos espetaculares neles, ela auxilia a ter um sono mais tranquilo, no alívio das cólicas, refluxo, disfunções cranianas, problemas digestivos, choro contínuo, dificuldade em amamentar ou bronquite de repetição. Nas semanas seguintes ao nascimento, um check-up breve com um osteopata é sempre útil, pois os bebês sofrem pressões significativas no parto e que muitas vezes causam microtraumas. Essa sessão é altamente recomendada quando ocorre um parto difícil, se caso tenha sido um parto muito longo ou muito intenso e rápido, com uso de fórceps ou parto a vácuo, apresentação pélvica, parto induzido ou cesariana muitas vezes atrapalham o funcionamento normal das estruturas cranianas do bebê. Um osteopata será capaz de detectar esses problemas e resolvê-los rapidamente. Além disso, adquira o hábito de observar seu bebê com atenção, cabeça achatada na parte de trás, cabeça sempre virada para o mesmo lado, rigidez nos membros, posturas que parecem estranhas ou falta de energia são sinais que podem revelar pequenos bloqueios que um osteopata será capaz de corrigir.
Diferença da osteopatia e quiropraxia
Na crescente busca por mais qualidade de vida, as duas terapias têm seus benefícios. Ambas têm o objetivo de aliviar dores crônicas. Em comum, os dois tratamentos são manuais e envolvem técnicas de manipulação em diferentes partes do corpo, sem o uso de medicamentos. Mas as semelhanças acabam aí, já que a abordagem delas é diferente. Vanessa explica que a quiropraxia é mais específica, tendo como foco a parte estrutural, no sistema músculo esquelético. “Na Osteopatia, o raciocínio é diferente e amplia muito a visão do fisioterapeuta, já que a metodolo