Professora laranjeirense tem trabalho selecionado para participar do VII CONEDU

Na semana dos dias 14, 15 e 16 de outubro aconteceu o VII Congresso Nacional de Educação (CONEDU).
Pensando no bem-estar e segurança dos participantes e mantendo a sétima edição que teve como temática “Educação como (re)Existência: mudanças, conscientização e conhecimentos” o CONEDU trouxe um novo modelo de vivenciar a experiência o: CONEDU em casa. O delineamento da temática se pautou na ideia de pensar a educação como espaço-tempo de mudança, de (re)existir pela possibilidade de estabelecer diálogos e lugares de escuta, conscientização de direitos, deveres, saberes, práticas, conhecimentos científicos, culturais e sociais. 
O CONEDU em Casa foi uma das formas de utilizar esses múltiplos espaços de educação e promover a  participação em palestras, mesas-redondas, grupos de discussão e muitas outras atividades que fizeram parte da programação. 
Para participar, a pessoa deveria se inscrever e enviar o trabalho que passou por uma banca de seleção. Ano passado foram mais de 5 mil trabalhos enviados.


Professora laranjeirense
Em 2019 a professora Graciele Schoroeder foi selecionada para participar do CONEDU e representou Laranjeiras no evento que aconteceu em Fortaleza. Esse ano ela foi selecionada novamente e o evento aconteceria em Maceió, mas devido à pandemia do coronavírus o evento se reinventou e aconteceu de forma online. 
“Meu trabalho ano passado foi sobre Autismo e o tema do congresso era ‘Avaliação: Processos e Políticas’. Esse ano fui selecionada com um trabalho de história, matéria que leciono”, explica Graciele Schoroeder, professora laranjeirense participante do congresso.
 


O trabalho
O trabalho apresentado por Graciele é sobre o ensino de história. Ela fez um artigo relacionado ao estudo. E a discussão foi sobre o ensino após a lei nacional das diretrizes bases LDB 9394/96
“Foi uma pesquisa com fontes orais e com discussões bibliográficas que trazem para nós professores várias abordagens de como foi o ensino de história até chegar na LDB  e também como está sendo hoje. Nós tivemos muita transformação no ensino e história, principalmente quando você trata da história dos excluídos, dos indígenas, negros e da mulher”, conta Graciele.
Segundo a professora, depois da LDB, foi aberto um leque para os professores ensinar e isso reflete no aluno em sala de aula. 
“Com a metodologia que o professor aplica na sala de aula, ele torna o aluno curioso. E o objetivo é mostrar que o principal agente transformador do ensino de história e da produção de conhecimento escolar é o professor, ele vai despertar o gosto e a consciência histórica do aluno”, diz Graciele.
A discussão dentro da pesquisa de Graciele foi que cada professor sai da graduação com a mesma bagagem e cabe a cada um passar esse conhecimento aos alunos. 


O ensino de história
A história meche com o mundo, com pessoas, com transformações pessoais, econômicas e políticas. 
“A gente vê como conseguimos avançar. Se observarmos a trajetória do ensino de história desde o início. Passamos por ditaduras, por momentos de desacreditar em tudo e agora estamos vivendo um outro período que vai refletir mais pra frente”, lembra Graciele.
“Foi um artigo muito interessante de fazer, que deixa lacunas para buscarmos ainda mais conhecimento e falar disso. E me permitiu levar o nome do meu munícipio a todo país, porque foi em âmbito nacional e ano que vem estarei representando novamente, em Maceió”, completa Graciele.