5 erros que você pode cometer ao negociar salário na crise

Numa fase tão crítica para a economia brasileira e para grande parte das
empresas que operam no país, pedir um salário maior soa como loucura. No
entanto, não é bem assim. Discutir remuneração com o seu empregador jamais
pode ser um tabu, independentemente de quão duro esteja o contexto do país.

Afinal, argumenta ela, as empresas devem valorizar financeiramente os
profissionais que fazem a diferença e podem alavancar o negócio – ainda mais
diante da crise. Nenhuma empresa quer aumentar seus custos com funcionários
agora. Por isso, se a sua abordagem não for muito delicada e bem embasada, pode
gerar mal-estar e fechar portas para você.

 ERROS MAIS COMUNS

1. Achar que dinheiro é mais importante do que tudo
Muitos profissionais perdem boas oportunidades de carreira por terem como
prioridade o enriquecimento imediato. É mais estratégico olhar além do número
que aparecerá no seu holerite. O pacote total de remuneração, que inclui
benefícios e bônus variáveis, tem mais significado do que o salário puro.

Sobretudo em um momento de crise, também vale considerar vantagens mais
intangíveis, como as oportunidades de aprendizado trazidas pelo emprego, que
podem se traduzir em sucesso profissional -e financeiro – a longo prazo.

2. Não ter timing
Outro equívoco grave é trazer o assunto à tona numa hora inoportuna. No caso de
um candidato que tenta pleitear uma remuneração mais alta do que a oferecida
numa vaga de emprego, o pior momento para falar sobre isso é o início da
entrevista de emprego.

Se você já está empregado e quer um reajuste salarial, a dica é não dar
um susto no chefe. O ideal é agendar uma conversa presencial, num momento
minimamente tranquilo para a empresa, e introduzir o assunto aos poucos. Segundo
especialistas, é importante cuidar das palavras para não soar alienado ou
egoísta.

3. Não ter uma boa razão para pedir mais
Numa negociação salarial, você dificilmente convencerá seu interlocutor se não
tiver argumentos fortes – ainda mais em tempos de cinto apertado para a
maioria das empresas brasileiras. O seu discurso deve ser inteiramente
racional. Traga argumentos sensatos, não pressione o outro e evite transmitir
ansiedade.

4. Mentir ou blefar 
O método definitivo para fracassar numa negociação salarial é faltar com a
verdade. Dizer que você tem outra oferta de trabalho que paga mais, por
exemplo, é um típico ultimato que costuma azedar qualquer negociação – ainda
mais se a história for fictícia. Honestidade é fundamental para fazer a
conversa funcionar. Se você for pego numa mentira, pode perder a sua
credibilidade e até o seu emprego, o que é ainda mais grave num momento em que
o desemprego passa de 8% no Brasil.

5. Estar desinformado
Para evitar constrangimentos, é importante conhecer bem a realidade do mercado
quando o assunto é remuneração. Não tem intimidade com muitos colegas de
profissão para perguntar quanto eles ganham? Vale consultar headhunters e
fazer pesquisas em sites especializados, como o Love Mondays e o Glassdoor.