Alysson Falcão esta próximo de assinar contrato profissional

O jogador de futebol laranjeirense Alysson Falcão, meio-campista do Rayo Vallecano, equipe que figura a quinta colocação da atual edição do campeonato Espanhol, completou 18 anos, no último dia 12. Este não foi um aniversário qualquer, pois ele poderá assinar contrato profissional, segundo normas da Lei Pelé de 2010, que proíbe jogadores extracomunitários menores de criar vínculos desta magnitude.    
O próximo passo do atleta será sua regularização junto à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) para, em seguida, buscar seu espaço na categoria sub-20. As expectativas para a temporada são as melhores possíveis. Estou quase há um ano sem atuar, por conta deste entrave, mas com muita vontade de estrear, fazer gols e ajudar minha equipe, explicou Falcão. Ele revelou, ainda, já ter treinado com o elenco principal. Não nos relacionamos muito com a comissão técnica, liderada por Paco Jémez, mas já participei dos treinos em três oportunidades. Tenho a convicção que puder ‘dar o meu recado’, destacou.
Experiencia adquirida 
Por não possuir a maioridade que a lei citada exige, o boleiro não pôde disputar partidas oficiais, processo que atletas de renome, como Alexandre Pato, atacante do Corinthians, e Philippe Coutinho, meia da Internazionale, da Itália, passaram. Contudo, ele atou em um amistoso beneficente, diante do poderoso Real Madrid, principal equipe de seu atual país, que lhe rendeu  forte aprendizado. Foi uma das melhores experiências que eu tive na carreira. O embate entre as categorias de base, junto a atletas especiais da instituição beneficiada, Fundación Discapacitados de Rivas, me possibilitou conhecer José Mourinho, que lidera a equipe da capital e é um dos maiores nomes da atualidade, lembrou.
Seu lado espanhol
Após o período na nação do oeste europeu ele garante que a adaptação, no que tange àconvivência, foi conquistada. Ele confirmou o domínio do idioma local, culinária e rotina diária. Entretanto, seu lado ‘verde amarelo’ não foi esquecido, tanto que ensina aos colegas de profissão palavras em português e não deixa de lado as ‘firulas’ no pós-treino.   
Um jogador em especial lhe foi importante nesta trajetória. O zagueiro Miranda, do Atlético de Madrid, lhe deu conselhos determinantes. Ele me disse para, em primeiro momento, se destacar em clubes menores, mostrar meu trabalho e atrair o interesse dos grandes. Creio que foram palavras muito proveitosas, afirmou.   
Além disso, Alysson argumenta que a prática possui particularidades distintas do Brasil e Espanha. Enquanto os espanhóis atuam com mais objetividade e utilizam-se do ‘passe rápido’, nossa seleção foge deste padrão.  
Perfil em campo
O jovem revelou que seu maior prazer em campo reside nas assistências. Meio-campista nato, ele gosta de jogar com dois toques na bola, realizar jogadas individuas pelas pontas e fazer gols, mas a preferência é deixar os atacantes em condições de gol.
Histórico da carreira
Apesar de atuar no futebol, seus primeiros passos foram no futsal, com oito anos. Ele pertencia àequipe do Santana, lotada em Laranjeiras do Sul e sob supervisão do professor Eden Ruths, chegou a disputar campeonatos nacionais.
Aos dez, ele se deslocou para Cascavel, defendendo o Eucatur, após ser aprovado em paneira. Um ano depois, um olheiro do Internacional foi ao município, em busca de novos talentos. Ele realizou a avaliação, em Porto Alegre, e conquistou a aprovação, mas teve que voltar, por conta da pouca idade.
Aos 13 anos, ingressou no Paraná Clube. Foi titular de sua categoria, por dois anos, chamando a atenção do Guarani, de Campinas. Na equipe paulista atuou no estadual e pelo campeonato brasileiro sub-15.
A volta para seu estado foi o destino, aos 16. Defendeu as equipes, juvenil e júnior, do Coritiba. Já em 2012, o boleiro estava de férias na Europa quando recebeu o convite do Rayo Vallecano, por intermédio de empresários, e realizou prova na equipe sub-20. Desde então mantém vínculo empregatício e busca novos horizontes na empreitada.